Durante live, Governador em exercício do Rio defende adiamento do Enem

"Prova desigual", diz Cláudio Castro


15 de Janeiro de 2021 | 10h22

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o secretário estadual de Educação, Comte Bittencourt, fizeram uma live na noite desta quinta-feira na página oficial do governador no Facebook, onde ambos defenderam o adiamento da prova do Enem, pois ao ver dos dois seria uma "prova desigual".

"Enquanto governo do estado, eu peço que o governo federal e o ministro da Educação tenham a sensibilidade de adiar a prova para que a gente possa dar competitividade a tantos jovens do Brasil que não tiveram acesso a preparação necessária", afirmou Castro. 

Já Comte, afirmou que o Enem é a maior prova de seleção para o ensino superior do país. "O ano de 2020 foi atípico em função do que foi a pandemia na quarentena escolar. Isso agravou muito. Todos os estudos e pesquisam apontam isso. Houve um déficit de aprendizagem. E o problema se torna muito maior para as pessoas que não tinham conexão. Nós temos um grupo significativo de estudantes brasileiros que são vulneráveis. Como se prepararam? [para a prova], como estudaram? Essa prova deveria ter sido repensada há mais tempo. Podem esperar mais quatro ou cinco meses, já que a vacina está chegando", disse o secretário estadual de Educação. 

Nesta quinta-feira, o TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) negou o pedido feito pela Defensoria Pública da União para adiar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). As datas da prova, 17 e 24 de janeiro, estão mantidas. 

Responsável pela decisão, o desembargador Antônio Carlos Cedenho alegou que houve participação de “setores diretamente interessados no Enem, inclusive Estados e Municípios" na escolha da aplicação da prova.

"Embora as infecções pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) tenham se intensificado, devido, sobretudo, às festas de fim de ano, a observância das normas sanitárias minimiza o risco durante a prova. Similarmente às eleições para prefeitos e vereadores, o ENEM sintetiza um interesse público de difícil postergação", alega Cedenho.

Mas de 5,7 milhões de pessoas se candidataram para o Enem, que terá 14 mil locais de provas e 205 mil salas ao redor do país.

Fonte: ODIA


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