Rio ultrapassa São Paulo em média de mortes diárias por Covid-19

Em reunião com Prefeitura, representantes de redes particulares apontam que número de internações é semelhante ao período de abril e maio


03 de Dezembro de 2020 | 18h28

O Rio ultrapassou a cidade de São Paulo em número de mortes diárias por coronavírus, se considerada as duas últimas semanas. O alerta foi publicado pela Fiocruz na terça-feira, em nota técnica do grupo de pesquisa 'Monitora Covid-19'. Segundo o estudo, a capital carioca tem média de 60 mortes diárias contra 35 em São Paulo, nos últimos 14 dias.

O estado de São Paulo recuou esta semana da bandeira verde para a amarela, endurecendo as medidas de flexibilização, como redução no horário de funcionamento do comércio. No Rio, a pressão é grande por parte das instituições que estudam a pandemia. O Comitê Científico, que dialoga com a Prefeitura, já sugeriu ações mais enérgicas, assim como Fiocruz, UFRJ e e Ministério Público do Rio (MPRJ). Mas estado e municipal ainda não anunciaram qualquer medida. A Secretaria Municipal de Saúde informou que "a prefeitura espera alinhar com o governo do estado e então informará" se vai adotar as recomendações.

Em números absolutos, a capital paulistana tem 14.008 óbitos, e o Rio 13.405. A Fiocruz ressalta, no entanto, que "São Paulo, que sempre apresentou os piores índices da doença, aparece agora em segundo lugar".

"O número de óbitos do Rio de Janeiro nas duas últimas semanas (contando retroativamente da data de publicação da nota técnica) foi maior que o da cidade de São Paulo. No período mencionado o Rio teve 60 óbitos e a cidade de São Paulo teve 35. Neste período, esses números apresentaram um comportamento um pouco diferentes do restante da pandemia, quando São Paulo teve quase sempre um número maior de óbitos", explicou a pesquisadora Mônica Magalhães, do grupo Monitora Covid-19.

Na quarta-feira, o Comitê Científico fez uma reunião com a Prefeitura para sugerir medidas mais enérgicas no combate à Covid-19. A ata, publicada no Diário Oficial, descreve que um representante da Unimed disse, durante o encontro, "que o cenário em sua rede de unidades é de grande pressão, com número de atendimentos maior que os registrados em abril e maio deste ano", além de "grande demanda por internações de clínica médica e UTI SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave)". O representante da Rede D'Or afirmou no encontro que "em sua rede, houve um aumento nas últimas quatro semanas, inicialmente em pacientes menos graves e atualmente pacientes mais graves".

O Comitê Científico sugeriu à Prefeitura que adote algumas medidas de restrição, como: vedar a permanência na areia da praia e o banho de mar, além de proibir a prática de atividades esportivas individuais e coletivas; escolas e creches municipais e conveniadas fechadas; restringir o horário de funcionamento de bares e restaurantes até às 22h; vedar pistas de dança; fiscalizar e diminuir a lotação de ônibus, BRT e VLT para até 50% da capacidade, mantendo em uso toda a frota de ônibus.

Fonte: ODIA


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