Testemunha diz que filha de Flordelis atirou em genitais do pastor

Regiane Ramos Cupti Rabello disse não se sentir segura e pediu proteção; Filha da deputada negou ter contado circunstâncias do crime


28 de Novembro de 2020 | 08h52

A amiga da família da deputada Flordelis (PSD), Regiane Ramos Cupti Rabello, disse, em depoimento à juíza Nearis Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, nesta sexta-feira-feira, que Simone dos Santos, uma das filhas biológicas da parlamentar, atirou nos genitais e no braço do pastor Anderson do Carmo. Segundo Regiane, os outros disparos foram feitos por Flávio dos Santos Rodrigues, filho biológico de Flordelis e réu pelo crime. Ainda segundo a depoente, André Luiz de Oliveira, filho afetivo, e Lorrane, uma das netas da deputada, seguraram Anderson antes dos disparos serem feitos por ele "ser muito ágil". Regiane sustentou que Cristiana Silva, filha da deputada e mulher Carlos Ubiraci, outro filhos afetivo, contou à ela sobre as circunstâncias do crime, após outra pessoa, que teve o nome mantido em sigilo, ter relatado o ocorrido. Em juízo, Cristiana negou.

Quando perguntada pela juíza sobre os detalhes do caso, Regiane respondeu que Cristiana havia desabafado sobre as circunstâncias crime para ela entre setembro e outubro deste ano, porque "queria muito contar a verdade". Ainda segundo Regiane, a revelação aconteceu após a filha de Flordelis ter sofrido um acidente de carro e ter sido socorrida pela comadre.

A depoente confirmou também que orgias dentro da casa da parlamentar eram comuns. Perguntada se essas orgias envolviam crianças, Regiane negou. Ao fim do depoimento, a amiga da família da deputada pediu que o Ministério Público providenciasse uma viatura para permanecer em sua rua, pois "não se sente segura". A magistrada informou, em seguida, que Cristiana seria a próxima convocada.

Em juízo, a pastora negou ter contado as circunstâncias do assassinato de Anderson do Carmo para Regiane. Ela, que mora na casa anexa à de Flordelis junto ao marido, disse que estava dormindo no momento do crime e sequer ouviu os tiros. Cristiana disse que passava por uma depressão e estava dormindo sob efeito de remédios.

Fonte: ODia


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