Suspeito preso usava documento falso com nome de atleta do Fla

Nei Carlos Souza da Silva, conhecido por Ti Baiano, é apontado pela polícia como principal liderança de organização criminosa do RJ


23 de Outubro de 2020 | 17h09

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O traficante Nei Carlos Souza da Silva, conhecido por Ti Baiano, usava documento falso com nome de um jogador do Flamengo, time que ele torce, no momento da prisão. Ele foi encontrado hospedado em um hotel, junto com a esposa e a filha, em um bairro nobre da orla de Salvador, na quinta-feira (22).

Nei Carlos estava foragido do Rio de Janeiro e é apontado pela polícia como a principal liderança de uma organização criminosa do estado. Além disso, ele também é investigado por homicídios e fornecimento de armamento de diversas comunidades da região serrana do RJ.

De acordo com a polícia, Nei Carlos se hospedou no hotel com documentos falsos em nome de Bruno Henrique Santos de Souza. Bruno Henrique é um dos principais jogadores do Flamengo. No momento da prisão, o traficante estava com uma camiseta do clube, além de joias de ouro com o brasão do time.

Entre as joias encontradas também estavam correntes com pingentes de uma bíblia, de Nossa Senhora Aparecida, do sagrado coração de Jesus e um o "rosto" de Jesus. Dois relógios de ouro e R$ 61,3 mil em cédulas também foram encontrados. O valor das joias ainda não foi estimado.

Nei Carlos segue custodiado na Serviço de Polícia Interestadual (Polinter) nesta sexta (23). A polícia não informou se a esposa e a filha de Nei Carlos também estão detidas.

O delegado Claudio Batista, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, detalhou que ele estava sendo monitorado por causa da atuação da facção, que é considerada uma das mais agressivas do estado. Disse ainda que Nei Carlos sabia que estava sendo vigiado.

"Investigações dessas duas unidades apontam o Ti Baiano como responsável por homicídios e pela distribuição da grande quantidade de drogas nas principais comunidades de Petrópolis, Três Rios e Comendador Levy Gasparian. Ti Baiano é apontado como autor intelectual do homicídio de um adolescente ocorrido no dia 7 de setembro. Esse homicídio aconteceu em virtude desse adolescente ter contraído uma dívida com a organização, a qual ele não pode pagar e foi perseguido e executado brutalmente", disse o delegado.

Fonte: G1

 


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