Witzel diz que não renunciará e que sua história política está apenas começando

Deputados estaduais votam impeachment do governador afastado na quarta-feira


22 de Setembro de 2020 | 15h30

O governador afastado do Rio, Wilson Witzel, declarou, por meio de sua conta no Twitter, que não renunciará ao cargo. Durante o fim de semana circulou a informação de que o ex-juiz federal poderia deixar a função para evitar mais desgastes.

"Jamais renunciarei. Em 1 ano e 7 meses de gestão, fiz muito pelo Estado: salários em dia; ampliação dos programas de segurança; aumento da carga horária dos professores, investimentos robustos em ensino e pesquisa; dentre outras realizações", escreveu.

Witzel nega que tenha cometido crime de responsabilidade. Na última quinta-feira, a comissão especial de impeachment, composta por 24 deputados, aprovou por unanimidade o relatório de Rodrigo Bacellar 9SD).

 Com a aprovação na comissão, o texto segue para ser analisado no Plenário na quarta-feira (23). O relato destaca em seu parecer, principalmente, os momentos em que o governador afastado teria atuado para firmar contratos com as organizações sociais Unir Saúde e Iabas, acusadas de terem como sócio o empresário Mário Peixoto, pivô dos recentes escândalos de corrupção na Saúde.

No caso da Unir, Witzel assinou, em março, a requalificação da empresa. Em outubro de 2019, após pareceres, as secretarias de Casa Civil e de Saúde a haviam desqualificado, dados os indícios de irregularidades.

Witzel diz que vai se defender pessoalmente na Alerj antes da votação de seu impeachment. "De todos os meus atos pegaram apenas um, que é juridicamente correto, e o associam a recebimento de valores, do que não há provas pelo fato de não ter ocorrido. Não há nenhuma relação com a Unir e as empresas contratadas pelo escritório da minha esposa", defendeu-se.

O governador disse que sua trajetória política está apenas começando. "A vida me forjou nos desafios. Menino pobre, orgulho de uma doméstica e de um metalúrgico. Resistirei. Politicamente, minha história está apenas começando. Juridicamente, minha absolvição e retorno imediato ao cargo no qual o povo me colocou é o único caminho possível", finalizou.

Fonte: ODIA


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