Prefeitura de Campos não paga e HPC está próximo do colapso

Governo deve cerca de R$ 18 milhões referente aos serviços contratadas e realizados


18 de Setembro de 2020 | 07h57

Sem receber de forma espontânea pelos serviços contratados pela Prefeitura de Campos há um ano, o Hospital Plantadores de Cana (HPC) está próximo ao colapso. O governo municipal deve cerca de R$ 18 milhões, referente aos serviços contratadas e realizados. Este valor é a soma do acumulado até julho de 2020.

A ultimo repasse de forma voluntaria foi referente a junho de 2019.  A partir desse período, a unidade hospitalar tem recebido através de bloqueio judicial. O último repasse feito através da justiça foi referente ao mês de fevereiro de 2020. 

O Hospital Plantadores de Cana realiza uma média mês de 450 partos. Mais de 90% dos serviços prestados pelo HPC são realizados através do Sistema Único de Saúde (SUS), sob gestão da prefeitura. 

A unidade, referência no atendimento a gestação de alto risco, vem enfrentando uma das maiores crises financeiras. O diretor Adelsir Barreto disse  que no período de um ano, cinco meses foram recebidos através de bloqueio judicial.

“Estamos aguardando uma decisão da justiça há dois meses. Esperamos que haja um entendimento porque podemos ter grandes prejuízos para a população. Temos 70 leitos de UTI, e acolhemos todas as gestantes porque somos uma maternidade porta aberta, mas podemos chegar a um colapso” afirmou o diretor.

Os serviços prestados pelo hospital são autorizados pelo município que é responsável pelo pagamento dos serviços.

“Temos um contrato legal assinado pela prefeitura que está descumprindo parando de pagar. A justiça precisa reconhecer que uma das partes está descumprindo o acordo. Temos dois meses de salários atrasados, e poderia ser maior. Tivemos aporte do governo federal,  agora durante a pandemia, estamos tentando empréstimo bancários. Mas esse não é o caminho que devemos seguir. Não temos condições de manter o hospital do jeito que está", afirmou Barreto que disse que não é possível o hospital se sustentar sem o repasse da prefeitura. 

O diretor finaliza dizendo que  por causa do descumprimento do contrato o HPC, não consegue pagar salários dos funcionários e ainda pagar aos fornecedores.“Temos uma média 170 pessoas internadas por dia, e uma média 5 mil pacientes dia. O desfecho pode ser grande prejuízo para a saúde da população", concluiu.


Como o repasse do governo federal está em dia, a unidade está comprando parte dos insumos para manter o hospital em funcionamento.

 

Fonte: Ascom HPC


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