Empresário preso afirma ter feito pagamentos a Witzel quando governador afastado ainda era juiz federal

Witzel foi denunciado pela segunda vez, agora por liderar uma organização criminosa para desviar recursos públicos


15 de Setembro de 2020 | 09h38

Na segunda denúncia contra o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), a Procuradoria-Geral da República (PGR) cita o depoimento de Edson Torres, um dos presos na Operação Tris in Idem.

Torres afirmou ao Ministério Público Federal (MPF) que fez pagamentos a Witzel em 2018, quando o governador afastado ainda era juiz federal.

No depoimento, Torres disse que, em troca, assim que Witzel se elegeu, cada grupo que havia ajudado procurou espaços no governo para ter retorno do dinheiro investido — e o desvio, segundo o depoente, chegou a R$ 50 milhões só na Saúde.

Após deixar a cadeia, Torres, apontado como sócio do presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo, decidiu prestar um depoimento ao MPF — segundo os procuradores, para confessar os crimes que cometeu.

O empresário narrou ao MPF que conversou com Everaldo sobre a necessidade de dar um “conforto e uma segurança financeira para o então juiz federal”. “Caso ele pedisse demissão e se perdesse a eleição, não teria a garantia dos vencimentos que recebia enquanto juiz”, depôs.

Torres disse que marcou reuniões com alguns empresários. “Mas, diante da perspectiva mínima de chance da eleição, houve poucos interessados”, disse.

Em setembro de 2018, por exemplo, Witzel tinha 2% das intenções de voto, segundo pesquisa Ibope.

 

Fonte: G1


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