Secretário e pesquisador da Fiocruz são presos em operação da Lava Jato

Operação apura desvios na saúde envolvendo órgãos federais


06 de Agosto de 2020 | 11h24

O secretário estadual de Transportes de São Paulo, Alexandre Baldy, secretário estadual de Transportes de São Paulo e ex-ministro das Cidades (governo Temer), e o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Guilherme Franco Netto estão entre os presos da Operação Darnários, deflagrada nesta quinta-feira pela Lava Jato. Guilherme foi preso em Petrópolis, no Rio.

No endereço de um dos alvos em Brasília foram apreendidos R$ 90 mil, divididos em dois cofres. A PF informou que não revela o nome dos investigados.

A operação mira um esquema entre empresários e agentes públicos, que tinha por finalidade contratações dirigidas, em diversas áresa, especialmente a da saúde, informa a PF. Os policiais federais cumprem seis mandados de prisão e onze de busca e apreensão nas cidades de Petrópolis (RJ), São Paulo, São José do Rio Preto (SP), Goiânia (GO), e Brasília (DF).

Já foram cumpridos os mandados de prisão em Petrópolis, São Paulo e Goiânia. Os outros três alvos de mandados de prisão temporária não foram encontrados.

Segundo o Ministério Público Federal, agentes públicos intermediaram interesses dos ex-diretores da organização social Pró-Saude na obtenção de contratos de sua empresa recém-criada com outros órgãos da administração pública, mediante o pagamento de um percentual correspondente a vantagens indevidas. Os investigadores identificaram a existência de um esquema de direcionamento de contratos da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), através da Fundação de Apoio Fiotec. Baldy teria participado desta intermediação.

Nestes casos, os empresários que colaboraram com as investigações narraram que conseguiram contratação de serviços de sua empresa em razão do comando ou da influência que os investigados exerciam nos órgãos, e, em troca, pagaram altas quantias de dinheiro em espécie ou depósitos bancários.

Os presos responderão pelos crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, e após procedimentos de praxe, serão encaminhados ao sistema prisional e ficarão à disposição da Justiça.

A Operacao Dardanarios é desdobramento das operações Fratura Exposta e SOS, que apuram desvios de recursos do Estado do Rio de Janeiro repassados para organização social que administrou diversos hospitais no Rio e em outros locais do país.

Os mandados judicias foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Fonte: ODIA


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