Arsenal de armas é encontrado em empresa de coronel da PM

O valor do armamento é estimado em torno de R$ 500 mil


01 de Agosto de 2020 | 09h22

Um arsenal com 83 armas - 35 delas desviadas do Exército Brasileiro - foi recuperado, nesta sexta-feira (31), em uma operação conjunta do Exército e da Polícia Civil do Rio. O material bélico foi encontrado na sede da empresa de segurança Guardian Segurança Vigilância, na Avenida dos Mananciais, 684, na Taquara, Zona Oeste da capital. De acordo com a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), que participou da ação, o estabelecimento pertence ao coronel da reserva da Polícia Militar do Rio Álvaro Fernandes Sabino. O valor do armamento é estimado em torno de R$ 500 mil.

Segundo o delegado assistente da Desarme, Rodrigo Coelho, a operação realizada nesta sexta-feira foi desdobramento de investigações do Ministério Público Militar, que culminaram na prisão, no ano passado, do tenente-coronel do Exército Alexandre de Almeida. O militar do Exército era chefe do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados. Das 83 armas, 48 ainda não tiveram a origem esclarecida.  

"Caso as armas não tivessem sido apreendidas, elas poderiam ser destinadas a colecionadores, atiradores e acreditamos que isso também estava alimentando milícia e tráfico de drogas, principalmente a parte da munição", afirmou Coelho

De acordo com o delegado, Almeida é suspeito de 'requentar' a documentação de armas encaminhadas para destruição do Exército. "Ele trazia as armas de volta para a rua, para o comércio, clubes de tiro, colecionadores... São armas que estariam destinadas à destruição", explicou o delegado-assistente da Desarme. "Ele (o coronel da PM Álvaro Sabino) teria recebido essas armas, que deveriam estar destruídas e estavam constando como parte do acervo dele", acrescentou o investigador.

No meio do arsenal, havia espingardas de calibres variados (12, 22 e 38), pistolas e revólveres, além de carregador alongado, com capacidade de munição superior ao permitido pelo Exército. Os investigadores ainda não sabem como as armas foram repassadas do Exército para a empresa de segurança que pertence ao coronel da PM.

"A gente não sabe se esse tráfico foi direto, se o coronel PM comprou através de intermediário. A gente não sabe a relação direta entre eles, mas é desdobramento da investigação da prisão do coronel militar, de ir atrás das armas que deveriam ter sido destruídas, mas estavam no acervo de algumas pessoas", detalhou Coelho.

O coronel da PM deve responder por crime de peculato militar e por posse ilegal de arma de fogo e acessórios. O armamento será encaminhado para perícia e depois ao Exército para destinação final. 

Em nota, a Polícia Militar informou que "o caso envolvendo o referido policial da reserva será analisado pela corregedoria da corporação. Caso se confirmem os indícios, haverá a instauração de um procedimento apuratório para averiguar a conduta do oficial da reserva".

Fonte:ODIA


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