Auxílio Emergencial representa aumento de 24% na renda dos trabalhadores

Avanço na renda chega a 50% entre os trabalhadores informais que receberam o benefício, de acordo com o levantamento da Fundação Getúlio Vargas


30 de Julho de 2020 | 08h23

O Auxílio Emergencial representa um aumento de 24% na renda mensal dos trabalhadores que receberam o benefício, de acordo com um estudo divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (30).

Os dados do levantamento indicam, portanto, que o Auxílio Emergencial conseguiu compensar a perda de renda provocada pela pandemia de coronavírus. Sem o programa de ajuda, o recuo seria de 18%.

As profissões que mais tiveram aumento na renda com o Auxílio Emergencial são:

  • Auxiliar de agropecuária (71%);
  • Empregado doméstico e diarista (61%);
  • Agricultor e criador de animais (59%);
  • Faxineiro e auxiliar de limpeza (52%);
  • Porteiro e zelador (45%).

No recorte por estados, os maiores ganhos foram colhidos pelos trabalhadores de Alagoas (132%), Sergipe (126%), Maranhão (124%), Bahia (119%), Amazonas e Pará (116%).

No momento em que o estudo foi elaborado, 64 milhões de pessoas estavam recebendo o Auxílio Emergencial.

Entre os trabalhadores informais, o ganho de renda com o Auxílio Emergencial é maior e chega a 50%, subindo de uma média de R$1.344 para R$2.016.

Os informais seriam mais prejudicados se não existisse um programa de ajuda. Sem o Auxílio Emergencial, a renda deles teria recuado 19%, enquanto a dos formais teria diminuído em 8%.

 

Fonte: G1


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