Pastor mata jovem com quatro tiros em Atafona

A Delegada Madeleine Farias Rangel, da 145ª Delegacia de São João da Barra, concedeu entrevista na manhã desta quinta-feira (21)


21 de Fevereiro de 2019 | 10h40

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A Delegada Madeleine Farias Rangel, da 145ª Delegacia de São João da Barra, concedeu entrevista na manhã desta quinta-feira (21) para falar sobre o assassinato do jovem Lucas Abucezze, de 21 anos. O acusado de ter cometido o crime é o pastor Israel Maciel Gonçalves Ribeiro.

“O homicídio aconteceu na segunda-feira, no dia 18, por volta de 13h. A Polícia Civil esteve no local junto com a Polícia Militar, várias diligências foram feitas para buscar a localização do suposto autor, que naquele momento já era o pastor Israel. Ontem, a advogada me procurou dizendo que ele se apresentaria em sede policial e depois de três horas aproximadamente de interrogatório, ele acabou confessando o crime. Ele explicou que havia muitas discussões, a vítima, que era o Lucas, que era usuário de drogas e ele sempre xingava os fiéis da igreja. Ele morava bem próximo a igreja e, então, ele sempre xingava os fiéis, insultava o pastor, ameaçava a família do pastor, dizia que iria matar o pastor e isso era costumeiro. Havia vários entreveros entre eles. Na noite anterior (do crime), teve mais um episódio, que ele (Lucas) chutou a lixeira e foi retirado do local (Igreja) pelo pai dele e sempre ameaçando a vida do pastor, dizendo que iria mata-lo, há relatos que ele teria quebrado uma garrava e disse que iria cortar a garganta do pastor.”, explicou Madeleine Farias.

A delegada também revelou como foi o depoimento do pastor Israel Maciel.

“Nesse depoimento ele esclareceu o seguinte, já na versão original, que por conta dessas ameaças, ele passou a andar com o revólver, calibre 32, do pai dele para se proteger do Lucas e que ele estaria por volta das 13h concertando a caminhonete dele que estava estacionado em frente à igreja, quando o Lucas se aproximou e começar a xingar e ofendê-lo de forma bem enfática e partiu para agredi-lo.  Nesse momento, ele (pastor) partiu para pegar a arma que estava dentro da caminhonete e efetuou o primeiro disparo que pegou no tórax de Lucas, Lucas se virou, correu ele deu mais um ou dois disparos no caminho, entre a igreja e o local que o corpo foi encontrado. Aí, por final, ele deu o último tiro, no crânio que matou a vítima. Foram quatro tiros, o primeiro no tórax, dois nas costas e um na parte posterior da nuca. Depois ele fugiu do local com a arma. Após a confissão, ele se comprometeu entregar a arma e nós apanhamos uma arma aqui em Guarus, no Parque Prazeres, por volta das 2h da manhã, da mãe falecida dele, onde ele se manteve escondido durante esses dias.”, disse a Delegada.

Madeleine Farias Rangel falou de uma mulher que foi presa no caso por falso testemunho.

“Essa testemunha se apresentou a delegacia narrando que ela estava com o pastor dentro da Igreja e que o Lucas teria chegado a igreja para insulta-lo com uma arma em punho e ela disse que ele partiu para cima do pastor, que eles entraram em luta corporal e que ele (Lucas) deu um tiro na mão do pastor, que o pastor estava ferido por conta disso. A testemunha ainda falou que o pastor atirou para se defender, que Lucas teria falado mesmo ferido que iria buscar outra arma para matá-lo e matar a família do pastor, que iria estuprar a mulher. Enfim, um show de horrores de testemunha e eu o advertir do falso testemunho, mas ele insistiu em prestar aquele depoimento. Depois do depoimento do pastor já tinha a primeira mentira da testemunha; ela não é fiel da igreja e que ela não estava no momento e que ela chegou quando ele já estava saindo do local. Razão pela qual determinei a prisão em flagrante, ela foi autuada naquele mesmo momento, logo após o depoimento do pastor. Ela prestou novo depoimento, se retrata, pede desculpa. Ela pagou a fiança (RS 1 mil) e foi liberada.”, encerrou Madeleine Farias

A delegada da 145ª Delegacia de São João da Barra confirmou a imprensa que Lucas tinha passagens pela polícia por furto e consumo de drogas. Ainda segundo ela, Lucas chegou a frequentar a Igreja do pastor que o matou.

 

Fonte: Redação

 


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