Novo Desenvolvimento Econômico

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10 de Fevereiro de 2020 | 09h37

O PETRÓLEO VAI CONTINUAR EM ALTA ATÉ 2040


O presidente da Saudi Aramco, Amin Nasser, afirmou que a demanda por combustíveis fósseis vai continuar crescendo globalmente nas próximas décadas motivada pelo aumento populacional e pela redução de custos de produção.

Dados do World Energy Outlook, da Agência Internacional de Energia, projetam que a demanda mundial por petróleo crescerá 1 milhão de barris por dia até 2025. A partir daí, crescerá 100 mil barris por dia até 2040, quando atingirá seu pico em 106 milhões de barris por dia.

Embora elogie avanços na busca por uma economia de baixo carbono, como a eletrificação da frota de veículos mundo afora, Nasser criticou o que chamou de visão simplista de que a transição energética pode ocorrer da noite para o dia. Ele defendeu a manutenção do uso de petróleo e gás natural como essencial para levar energia a todo o mundo, tendo em consideração as disparidades entre populações ricas e pobres. Acredita que a pressão por pressa na transição energética pode causar sérias implicações sobre países em desenvolvimento.

O presidente da Total, Patrick Pouyanné, também no Fórum Econômico Mundial, criticou a proposta de restringir o uso de combustíveis fósseis como opção para se combater as mudanças climáticas. “É preciso haver menos emissões, mas nossa primeira missão é trazer energia para as pessoas do planeta”.

Amin Nasser afirmou ainda que o gás natural pode ser uma boa opção para evitar as previsões atuais de que o uso de carvão como fonte de energia, cresça 17 % de hoje até 2040.

“Haverá mais 2 bilhões de pessoas no mundo em 2040, há atualmente 3 bilhões de pessoas usando biomassa e esterco animal para cozinhar e há 1 bilhão de pessoas hoje sem eletricidade. Quase 50% da população mundial nunca voou em um avião”, comentou.

Com mais pessoas ascendendo à classe média no longo prazo, haverá demanda adicional para os combustíveis fósseis. Será preciso unir as fontes tradicionais de energia e as fontes renováveis para atender à demanda futura de energia.

Por fim, defendeu que a Saudi Aramco está comprometida com a redução de emissões e também com a redução de custos de exploração. Segundo ele a companhia tem uma das menores pegadas de carbono do setor em suas operações de upstream, graças à facilidade da exploração na Arábia Saudita. A informação no entanto , contradiz investigação do jornal britânico The Guardian , que aponta a Saudi Aramco com a empresa que mais polui no mundo todo. O jornal ainda afirma que a Saudi Aramco sozinha deve ocupar nos próximos dez anos 5% de toda a margem de produção de carbono que resta para que o mundo permaneça dentro da expectativa de aumento de 1,5 graus C na temperatura média.

Na verdade, as “VERDADES” se divergem entre os especialistas da área (com relação as energias principais do mundo), porém se parece que o petróleo vai dar as cartas por pelo menos uns 30 anos e o Brasil ainda vai continuar como um dos maiores protagonistas em função do nosso pré -sal.

 

Forte Abraço e até a próxima  semana , VICTOR AQUINO.


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Quem Sou

Victor Aquino

Arquiteto/ Urbanista há 39 anos Sócio do escritório de Arquitetura e Planejamento STUDIO+2 e da ARQHOSPITALAR Superintendente Portuário e Industrial de São João da Barra - RJ victor@arqhospitalar.com.br


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