Novo Desenvolvimento Econômico

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06 de Janeiro de 2020 | 08h20

SUPER PRODUÇÃO DE PETRÓLEO TRÁS NOVO RECORD PARA O BRASIL


A produção de petróleo ultrapassa marca de 3,09 milhões de barris dia. Essa média de produção de óleo por dia foi atingida em novembro pela primeira vez. O recorde anterior era a média diária de 2,989 milhões de barris de óleo, registrada no mês de agosto, de acordo com a ANP.

A produção de petróleo em novembro deste ano foi 4,3% superior à registrada em outubro e 20,4% maior do que a observada em novembro de 2018.

Já a produção de gás natural em novembro chegou a 137 milhões de metros cúbicos por dia, 3,8% a mais do que em outubro e 21,6% superior à produção de novembro do ano passado.

A Petrobras investirá US$20 Bi nos próximos 4 anos para recuperar a produção da Bacia de Campos. Isso irá gerar R$9 Bi em Royalties extras até 2024. A nossa região está em operação há 42 anos, com muitos campos entrando em sua fase de declínio natural.

O montante destinado à Bacia de Campos representa mais de um quarto do volume total de investimentos previstos pela Petrobras em seu Plano de Negócios 2020 - 2024, que é de US$ 75,7 Bilhões.

Analistas afirmam que o Estado do Rio vai se beneficiar principalmente com a instalação de bases de empresas prestadoras de serviço, o que deve ocorrer principalmente em Macaé. A estimativa de arrecadação com royalties, considera a produção adicional de 550 mil barris por dia de petróleo na Bacia de Campos que consta no plano da Petrobras para a revitalização da área.

Todos os esforços da Petrobras serão para que a produção na nossa Bacia em 2024 seja a mesma deste ano, ou seja, de cerca de 1 milhão de barris por dia de óleo equivalente. Se os investimentos não fossem feitos, a previsão era de que a produção em Campos cairia à metade até 2024.

 

A REGIÃO JÁ PRODUZIU 78% DO TOTAL.

Para se ter uma ideia de como os campos da região vêm entrando em declínio, em outubro a Bacia de Campos foi responsável por 1,18 milhão de barris por dia , 31% da produção total do país , que é de 3,78 milhões de barris dia.

Em outubro de 2010, a nossa Bacia produziu 1,86 milhão de barris dia, o que na época representava quase 78% da produção total do país, que era 2,4 milhões de barris.

Um dos principais focos desse plano da empresa, será a revitalização do campo de Marlim, com a substituição das antigas 9 plataformas de produção por duas novas, com capacidade conjunta para se processar 150 mil barris por dia de óleo. Atualmente o campo de Marlim está operando com 7 plataformas que são responsáveis pela produção de cerca de 80 mil barris por dia de petróleo. As outras 2 estão em processo de desativação (P -33, P -37).

Até o final de 2024, será interrompida a produção em todas as plataformas atuais do campo e a operação se dará apenas nas 2 novas, que são do tipo FPSO (Navio Plataforma).

Outro projeto é o de aumentar a eficiência operacional das unidades existentes. Para isso, serão realizadas testes de sísmica, para perfurar mais 10 poços exploratórios que foram adquiridos pela Petrobras nos leilões promovidos pela ANP.

A Petrobras também quer aumentar o chamado fator de recuperação, com a aplicação de tecnologias avançadas que permitem ampliar a capacidade de extrair petróleo dos reservatórios existentes. Com isso se aumentaria o fator de recuperação na Bacia de Campos que hoje é de 15% do volume existente nos reservatórios e se poderia chegar a um fator de 23%.

Os técnicos dizem não ser possível calcular quantos empregos poderão ser gerados por conta desse projeto na Bacia de Campos, mas certamente serão alguns milhares, graças à instalação de duas novas plataformas e à adoção de novas tecnologias. Esse tipo de serviço, vai exigir uma mão de obra especializada.

Tudo isso se dará no Rio de Janeiro, seja com os serviços diretos de suporte logístico ou serviços indiretos no comércio, em acomodação e na hotelaria.

A demanda por mão de obra tende a ser mais em automação e na indústria que suportará essa transformação na Bacia de Campos.

Na verdade o Norte Fluminense irá receber uma sobre vida que já estaria perdida até então. Espero que dessa vez a maioria dos nossos governantes saibam usar os Royalties com sabedoria e sem desperdícios.

 

Forte Abraço e até a próxima semana, VICTOR AQUINO.


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Quem Sou

Victor Aquino

Arquiteto/ Urbanista há 39 anos Sócio do escritório de Arquitetura e Planejamento STUDIO+2 e da ARQHOSPITALAR Superintendente Portuário e Industrial de São João da Barra - RJ victor@arqhospitalar.com.br


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