Novo Desenvolvimento Econômico

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30 de Dezembro de 2019 | 15h48

O SETOR AGROPECUÁRIO SEGURA A NOSSA BALANÇA COMERCIAL


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) prevê uma alta de 9,8% na receita do setor em 2020, na comparação com 2019.A expectativa é que o Valor Bruto chegue a R$ 669,7 Bilhões. Para o Produto Interno Bruto (PIB) do setor, a previsão é de um crescimento de 3% em 2020.

O carro chefe da nossa balança comercial será a agropecuária, com previsão de crescimento de 14,1%, equivalente a R$ 265,8 Bilhões. Na avaliação da CNA, a perspectiva de aumento da produção fará com que 2020 seja considerado “o ano do setor”.

No caso da carne bovina a expectativa é de expansão de 22%, atingindo receita de R$129,1 Bilhões. Já para os suínos, espera-se aumento de 9,8 %. A pecuária de leite deverá crescer 7,5 % e o frango 7,1%.

A CNA acredita que o produtor de carne vai reagir (estimulado pelo preço) e investirá em tecnologia para ganhar em escala. Isso ocorrendo não faltará carne no mercado brasileiro.

Em 2020 a nossa agricultura deverá crescer 7,2% alcançando R$ 403 Bilhões. O principal destaque ficará com a soja que deverá crescer 14,1%. Encerrando o ano agrícola (que vai de agosto a julho) com um lucro de R$ 165,2 Bilhões. Este aumento é atribuído ao aumento dos preços e da produção.

Ao apresentar o balanço de previsões, o presidente da CNA, João Martins, informou que a entidade está preocupada com as desigualdades sociais observadas no setor. “Menos de 10% dos agricultores detêm 84% da Renda do setor. Isso mostra que poucos estão se beneficiando da pungência do setor”, alertou.

Para diminuir essa distorção, a CNA pretende facilitar o acesso à assistência técnica a esses produtores. A expectativa é que esta medida resulte na criação de uma nova classe média no setor.

Para acompanhar esse crescimento, outros setores começam a se mexer para atender essa demanda. A Volkswagen investirá R$ 110,8 Milhões na produção local de caminhões elétricos. A montadora alemã vai produzir o primeiro veículo de cargas eletrificado do país e será produzido na fábrica de Resende – RJ e deverá começar a produzir esses veículos já no final de 2020.

No início de outubro último, a montadora havia anunciado a instalação de um polo de produção de veículos elétricos em Resende. No local, diversos fornecedores de peso como Bosch e WEG vão compartilhar um sistema produtivo inédito no país.

O primeiro grande cliente da montadora é a gigante de bebidas Ambev, que anunciou a assinatura de uma intenção de compra de 1600 caminhões elétricos da Volks, dentro do plano da empresa de eletrificar um terço de sua frota até 2023.

No acumulado até novembro último, a Volks apresentou um crescimento próximo de 32% das vendas de caminhões. A marca permanece na vice-liderança do mercado, atrás da Mercedes – Benz. A marca pretende herdar a fatia deixada no mercado pela Ford, que anunciou sua saída do negócio de caminhões.

No segmento de ônibus, a Volks teve um avanço de 74% no ano. A marca venceu uma licitação do programa “Caminho da Escola”, que fornece transporte escolar em áreas rurais.

Para o ano que vem a Volks projeta um crescimento de 5% a 10% das vendas de veículos pesados no Brasil, considerando um ambiente de negócios mais favorável.

Enfim o agronegócio é e será o nosso carro chefe na Balança Comercial durante muitos anos.

Forte Abraço e até a próxima semana, VICTOR AQUINO.


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Quem Sou

Victor Aquino

Arquiteto/ Urbanista há 39 anos Sócio do escritório de Arquitetura e Planejamento STUDIO+2 e da ARQHOSPITALAR Superintendente Portuário e Industrial de São João da Barra - RJ victor@arqhospitalar.com.br


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