Novo Desenvolvimento Econômico

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23 de Dezembro de 2019 | 09h27

DÍVIDA GLOBAL FAZ ACENDER A LUZ AMARELA NO MUNDO


O ambiente global de taxas de juros mais baixas já se reflete em um aumento significativo da dívida mundial, que deve fechar o ano no nível recorde de US$255 Trilhões. Com o alto endividamento observado em empresas não financeiras, analistas e instituições reguladoras tem se mostrado mais preocupadas com essa questão. Ainda que a dívida não se mostre uma ameaça iminente para o sistema financeiro, choques comerciais e a desaceleração global podem expor vulnerabilidades em empresas alavancadas e em estruturas não testadas no mercado.

A pergunta é simples: você emprestaria dinheiro para quem tem o nome sujo? E tanto faz se os devedores são pessoas ou países. Se tem risco de não receber, paga mais caro para se tomar um dinheiro emprestado.

No mercado financeiro internacional existe até uma espécie de seguro contra calote de dívida, um contrato chamado CDS. Ele é negociado entre os investidores lá fora para evitar prejuízo aos investidores caso haja calote.

Sabe o seguro do carro? Funciona mais ou menos igual. Se você é bom motorista, paga menos seguro, mas se tem histórico de acidentes, aí fica mais caro. No caso de um país, quanto maior for o risco de não pagar suas dívidas, mais caro é o valor desse seguro. Por outro lado, se o investidor acreditar que o risco de calote é baixo, o preço do seguro também cai.

Esse é o chamado risco – país, que é medido em pontos. Quanto menor a pontuação, melhor. No caso do Brasil, a volta da confiança do investidor na economia tem feito o preço desse seguro cair.

Em setembro de 2015, ano que a nossa economia registrou o pior resultado em mais de duas décadas, essa pontuação chegou a 534. Hoje com o NOVO BRASIL esses títulos foram negociados a menos de 97,2 pontos, que é o menor patamar desde novembro de 2010.

Em um mês o risco-país caiu 20% e em um ano 50%. Um dos motivos para essa percepção melhor em relação ao risco tem a ver com o cenário externo. O cessar-fogo na guerra comercial entre Estados Unidos e China (conforme já comentado há algumas colunas atrás), aliviou o mundo todo e isso ajudou não só o Brasil, mas outros países emergentes também.

Outro motivo tem a ver com o nosso cenário interno; a taxa de juros baixa, a aprovação da reforma da Previdência e a expectativa de novas medidas para equilibrar os gastos do governo.

O risco Brasil é um componente que entra muito no cálculo, por exemplo, de quanto as empresas tem que pagar para captar recursos no exterior e aqui dentro. Portanto a queda do risco – país representa um custo de captação menor para o país como um todo, tanto para o governo, quanto para as empresas e isso deve ajudar na recuperação da nossa economia.

Dinheiro mais barato também para o consumidor. Segundo especialistas, quando você tem crédito em preços viáveis para a população, isso faz com que você gere empregos, gere consumo, que as pessoas possam ter o que elas precisam sem passar por aquela situação onde você tem uma renda familiar que não consegue suprir as suas necessidades e dívidas.

O que tiramos de lição, é que a nova política econômica vem trazendo uma nova credibilidade para o Brasil perante o mundo. Isso se deu após as medidas adotadas por Paulo Guedes e principalmente pelo combate a corrupção que era um mal já enraizado há décadas em nosso pais. Quando eu vejo o nosso Congresso, nosso Senado e nosso STF jogando sujo contra o Brasil, muito me entristece. Será que eles não percebem o mal que fazem ao país quando combatem a operação Lava Jato, ou quando libertam corruptos da prisão da segunda instância? Isso vai além da política partidária; isso interfere na nossa política econômica como um todo.

 

Forte Abraço e até a próxima semana, VICTOR AQUINO.


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Quem Sou

Victor Aquino

Arquiteto/ Urbanista há 39 anos Sócio do escritório de Arquitetura e Planejamento STUDIO+2 e da ARQHOSPITALAR Superintendente Portuário e Industrial de São João da Barra - RJ victor@arqhospitalar.com.br


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