Novo Desenvolvimento Econômico

Novo Desenvolvimento Econômico

18 de Novembro de 2019 | 09h14

 BOLSONARO AINDA NO REINO DAS 1001 NOITES


Após a viagem do presidente Jair Bolsonaro à Arábia Saudita, o fundo soberano do país decidiu investir US$ 10 Bilhões no Brasil. O anúncio foi feito pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

O fundo soberano saudita já investiu em outros 5 países. Na medida em que um fundo soberano da relevância da Arábia Saudita toma essa decisão, isso vai facilitar e sinalizar para outros países também tomarem essa decisão e acreditarem fortemente no Brasil.

O ministro da Casa Civil afirmou ainda que o Brasil se reuniu com os fundos que investem na área agrícola. Eles estão muito satisfeitos e desejam inclusive, que indústrias brasileiras se estabeleçam na Arábia. Existia muita dificuldade, porém temos a promessa da superação muito rápida dessas dificuldades, porque eles tem todo o interesse em que empresas brasileiras também venham para a Arábia Saudita e com isso iriam diversificar a própria economia deles.

Voltando as realidades locais, o Novo Governo prevê dobrar a produção de petróleo na próxima década e colocar o nosso país entre os 5 maiores produtores do mundo.

 

Cessão onerosa: o que é e o que está em jogo no megaleilão do pré-sal.

A ANP estima que existam entre 6 bilhões e 15 bilhões de barris de óleo, o que equivale a praticamente o triplo dos 5 bilhões de barris originais, concedidos na área à Petrobras em 2010 e equivalentes ao dobro das reservas atuais da Noruega (7,7 bilhões de barris).

Depois de praticamente cinco anos de estagnação, a produção de petróleo e gás voltou a entrar em trajetória de crescimento em 2019 e está próxima de romper o patamar de 3 milhões de barris diários.

Com o excedente da cessão onerosa entrando na conta, a ANP estima que até 2030 a produção possa chegar a 7,5 milhões de barris por dia, com o número de plataformas em operação saltando de 106 para 170. Se isso se concretizar, vai significar um aumento de 188% em relação aos 2,6 milhões de 2018. Considerando somente na área da cessão onerosa, a estimativa de produção é de um pico 1,2 milhão de barris diários. Para as exportações, a projeção da ANP é que o volume deverá subir entre 4 e 5 milhões de barris até 2020.

 

RANKING de maiores produtores do mundo

Atualmente o Brasil é o décimo maior produtor de petróleo do mundo. Com o aumento da produção, o governo prevê entrar num prazo de 10 anos, no clube dos cinco maiores países produtores.

O Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) avalia que se a evolução da produção se mantiver nesse ritmo, em breve o Brasil deve passar o Kuwait e se tornará o nono maior produtor mundial da commodity.

Avanço do pré-sal.

O avanço da produção no Brasil tem sido sustentado pela expansão da exploração no pré-sal, que já responde por 64% do total de petróleo produzido no Brasil. Em agosto  a produção oriunda de 110 poços no pré-sal atingiu 1,928 milhões de barris.

Até 2012 o pré-sal ainda representava menos de 10% da produção total nacional. No final de 2014, já correspondia a 25%. Em 2017, ultrapassou pela primeira vez a produção do pós-sal e desde então vem batendo sucessivos recordes.

Os leilões da área de óleo e gás, retomados a partir de 2017 após seis anos sem licitações, passaram a permitir a entrada de outras petroleiras como operadoras em áreas do pré-sal.  Até então, elas só podiam participar junto com a Petrobras e não podiam ser operadoras da área. Temos hoje mais de 10 empresas fazendo a exploração no ambiente do pré-sal. Vale ressaltar que os poços do pré-sal estão entre os mais produtivos do mundo.

 

Aumento da participação das petroleiras estrangeiras.

A Petrobras ainda deve se manter por muitos anos como a principal protagonista da exploração de petróleo no Brasil, mas a tendência é que a participação da estatal encolha gradativamente. Até 2013 ela tinha uma participação na produção de quase 90%, hoje ela caiu para 75%. O Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), que representa as petroleiras no Brasil, estima que a fatia das empresas privadas na produção total de petróleo no país poderá passar de 30% até 2030. Isso é muito saudável para o país e segundo a ANP, a atuação de um maior número de petroleiras na costa brasileira, contribuirá para garantir um novo ciclo de investimentos no setor. A atividade de exploração mais diversificada nos dá uma maior certeza de que esses investimentos vão acontecer, gerando mais empregos, renda e também mais atividade para a indústria nacional. Só quem não gosta disso são os sindicatos que a cada dia perdem mais a sua força. Força essa que se calou enquanto o governo anterior roubou a Petrobras por quase 20 anos e portanto não fazem a menor falta, afinal quem cala consente e foi isso que fizeram com o país.

O mundo muda rapidamente e a gente está no meio de uma discussão sobre transição energética. Todo o mundo só fala em combustíveis alternativos. As estimativas indicam que lá pela década de 30 o consumo de petróleo passe a cair drasticamente e portanto se torna necessário acelerar os investimentos enquanto a curva de consumo ainda é crescente. O petróleo é uma energia que está entrando em desuso.

A ANP prevê que o valor dos Royalties que será repassado pelas petroleiras ao governo, deverá mais que dobrar na próxima década, subindo do patamar atual de cerca de R$ 60 Bilhões por ano para R$ 300 Bilhões até 2030. Somente com Royalties e Participações Especiais, o governo federal deve arrecadar R$ 54 Bilhões em 2019, segundo projeção do CBIE. A consultoria estima que o valor subirá para R$ 68,9 Bilhões em 2021, chegando a R$ 86,5 Bilhões em 2022.

Royalties são os valores em dinheiro pagos pelas petroleiras à União e aos Governos Estaduais e Municipais dos LOCAIS PRODUTORES, para ter o direito a explorar o petróleo. (Portanto não tem a menor lógica em dividir com todo o país)

Já as Participações Especiais são uma compensação adicional e são cobradas quando há grandes volumes de produção ou grande rentabilidade.

O valor da arrecadação tende a crescer quando a produção aumenta, mas também é determinado pela taxa de câmbio e pelos preços internacionais do petróleo.

Apesar do roubo que praticaram na nossa maior empresa em apenas 1 ano ela voltou a ser a maior empresa da América Latina com o Novo Governo do Brasil. Isso é só o início de uma nova era de crescimento do nosso país.

Forte Abraço  , e até a próxima semana, VICTOR AQUINO.


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