Novo Desenvolvimento Econômico

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11 de Novembro de 2019 | 08h06

VOLTA A CRESCER O SETOR DE PETRÓLEO


Depois de seis anos, o emprego no setor de petróleo voltou a subir em 2019 (coisas de um Novo Brasil), puxado principalmente pelas atividades de apoio a exploração. Com a demanda gerada pelos últimos leilões, o setor espera a criação de até 400 mil novas vagas nos próximos dois anos e já se fala em gargalos de mão de obra, diante da fuga de profissionais durante a crise.

Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o saldo de empregos nas atividades de exploração e apoio à exploração de petróleo no país é positivo em 306 vagas em setembro.

Mantido o ritmo, 2019 será o primeiro ano desde 2012 com aumento dos empregos no setor e nesse meio tempo, a crise da Petrobras e a suspensão dos leilões de novas áreas desmobilizaram a indústria, levando a enxugamento de vagas em praticamente todos os elos da cadeia.

Estudos mostram um potencial para a geração de até 400 mil empregos diretos e indiretos no setor até 2022. A projeção não considera o megaleilão da cessão onerosa, agendado para agora em novembro, mas com impactos no mercado só em meados da próxima década.

Trata, porém das previsões de investimentos no estoque atual de áreas. Segundo a ANP entre 2019 e 2022, 12 novas plataformas iniciam operação no país. Cada uma demanda serviços como perfuração de poços e transporte de pessoas e insumos.

O setor vê riscos de gargalo na concentração de mão de obra em meados da próxima década, quando começam a entrar em operação as grandes plataformas dos últimos leilões, afinal durante a crise, muita gente se afastou da indústria. Em março a ANP autorizou aportes de R$ 60 milhões com recursos repassados pelas petroleiras para custear bolsas de estudos durante cinco anos. As empresas são obrigadas a transferir entre 0,5% e 1% da receita dos campos para o desenvolvimento tecnológico. Antes, essa verba era focada em instalação de pesquisas, mas com a necessidade de formação de mão de obra, passará a ser direcionada a qualificação.

EXPLORAÇÃO DE ÓLEO DO PRÉ-SAL IMPULSA AÇU PETRÓLEO:

O cenário é tão positivo que a empresa se prepara agora para colocar dinheiro em instalações de importação. Um investimento estimado entre R$ 1 Bilhão a R$ 3 Bilhões, dependendo das projeções da demanda futura.

O petróleo produzido no pré-sal tem abastecido cada vez mais o mercado externo e também o caixa da Açu Petróleo, dona da única infraestrutura privada de movimentação de petróleo, o terminal T-OIL, do PORTO DO AÇU.    

Na lista de clientes da empresa estão grandes petroleiras que atuam na região. As três principais, empatadas num ranking das que mais utilizam a infraestrutura de exportação, estão PETROBRÁS, SHELL e GALP e o principal destino é a China.

Enquanto isso, o foco exclusivo é no embarque de petróleo para outros países. Em dez meses, o volume movimentado no terminal foi de 44 milhões de barris e ultrapassa o total registrado no ano anterior que foi de 40 milhões de barris e que por sua vez já tinha sido melhor que em 2017. Existe a expectativa que o ano deve fechar com 65 milhões de barris e será um novo recorde.

A última petroleira a operar no terminal foi a REPSOL, que embarcou cerca de 1 milhão de barris do campo de SAPINHOÁ (localizado na Bacia de Santos). A EQUINOR dona do campo de CARAJÁ, adquirido da Petrobrás, também se prepara para mandar para o exterior a sua produção. O contrato com a companhia norueguesa está fechado, faltando apenas colocá-lo em ação. A AÇU PETRÓLEO estima que num prazo de sete a dez anos, a exportação brasileira triplique para a casa de 3 milhões de barris / dia, que é um volume compatível ao de países da OPEP. A projeção é que o crescimento da produção, concentrado principalmente no pré-sal.

Estamos iniciando uma nova era do petróleo no Brasil e esperamos que o STF não seja tão irresponsável a ponto de aceitar a aberração proposta pelo Congresso, em dividir os Royalties com todos os municípios do país. Caso isso ocorra e as minhas fontes garantem que vai ocorrer, os municípios produtores ficarão com todos os ônus da exploração e o bônus será repartido. Nunca vi uma aberração maior em toda a minha vida.

Enfim, o nosso país vive dias de incertezas causadas pelo STF, CONGRESSO e SENADO. Isso só prejudica o país, mas infelizmente a falta de amor a pátria por parte dessas instituições, passam para o povo brasileiro a impressão que só se preocupam com o próprio bolso. Uma pena.

 

Forte Abraço e até a próxima semana, VICTOR AQUINO.


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