Novo Desenvolvimento Econômico

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28 de Outubro de 2019 | 10h38 - Atualizado em 28/10/2019 10h43

PETROBRAS ACELERA DESMONTE DA BACIA DE CAMPOS


Estatal põe à venda refinarias, dutos e distribuição (já devia ter feito isso à algum tempo) e deixa a exploração do pós - sal com o objetivo de levantar quase R$ 100 Bilhões. Com isso 34 plataformas serão desativadas nos próximos anos.

Foi uma era de ouro. São mais de 30 plataformas que ainda trabalham na Bacia de Campos. Foi aqui o local onde a estatal tornou-se a maior especialista em exploração de petróleo em alto mar.  Agora, pouco a pouco a empresa vai deixando esses dias de glória para trás para focar no pré-sal. Por determinação da ANP ela está se desfazendo de 250 concessões (na sua maioria na Bacia de Campos. De imediato 180 irão passar para a iniciativa privada. O objetivo principal da ANP é que outras empresas façam prospecção em áreas não exploradas e reativem poços que ainda tenham resquícios de petróleo para ser retirado, mas que fica muito caro para uma empresa grandiosa tipo a Petrobras.

Em 2017 eu estava como Secretário de Desenvolvimento Econômico de Campos dos Goytacazes e estive em algumas audiências sobre esse assunto na ALERJ e na FIRJAN com técnicos da ANP. A explicação simples para a maioria da população que é leiga no assunto é a seguinte: A maioria dos poços da Bacia de Campos estão em final de exploração e portanto fica muito caro para as grandes empresas como Petrobras, Exxon, Shell, etc, (que tem um custo altíssimo de custeio) fazerem esse tipo de trabalho, porém existem no mundo uma infinidade de pequenas e médias empresas do ramo, interessadas em fazer essa exploração. Qual a solução? Entregar os poços velhos e decadentes para essas empresas sugarem as últimas gotas desse petróleo por um custo menor, mas que ainda assim se torna rentável para elas, devido ao seus tamanhos e custos. E isso é excelente para nossa região pois nos dá uma sobrevida de Royalties referente ao pós - sal, já que o pré-sal começou mais próximo a Bacia de Santos (Maricá, Saquarema, Niterói, Rio de Janeiro) por ter uma profundidade menor em relação a nossa região. A nossa hora também vai chegar.

A ideia do Governo Federal de se incentivar a ANP para “ABRIR OS POÇOS AS EMPRESAS AMIGAS” (através dos leilões) é excelente pois o petróleo em um curto espaço de tempo vai perder o seu valor no mundo devido ao aparecimento de outras fontes de energias mais limpas e mais baratas como a Solar e Eólica. Isso sem falar do crime que praticaram contra a Petrobras (deixando a empresa descapitalizada) e que contou com o silêncio dos seus funcionários e sindicatos durante anos. Dilapidaram a empresa e causou um empobrecimento da maior empresa do país.

A Petrobras vai também desativar 8 plataformas este ano. Empresas estão sendo contratadas para o desmonte e venda da sucata  A previsão da ANP é que nos próximos 10 anos 34 plataformas serão desativadas. No país temos 66 e todas estão atendendo na camada do pós sal.

Com as vendas das refinarias, dutos e distribuição, a empresa vai voltar a ter caixa para novos investimentos e abatimento na dívida de quase R$400 Bilhões causada pelos desgovernos da era PT/ PMDB. Ela vai focar no pré-sal que muito nos tem surpreendido pela produtividade e qualidade do óleo.

Devido aos Programas de Demissão Voluntária (PDV) que acontecem desde 2014 a empresa perdeu importantes quadros técnicos. Isso vai atrapalhar um pouco a retomada de suas ações mas não existe ninguém insubstituível.

A nossa empresa vai sair da UTI em breve e teremos a última chance de utilizar bem as receitas oriundas dos royalties. Sabemos que o STF vai analisar em novembro próximo um ato irresponsável do Congresso e esperamos que tenham a responsabilidade de preservar os recursos dos royalties para amenizar os impactos negativos que vieram junto com essa receita para o Estado do Rio e municípios produtores. Nem tudo estará perdido.

 

Forte Abraço, e até a próxima semana, VICTOR AQUINO.


1 COMENTÁRIO


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Ronaldo Araujo

28/10/2019 | 13h08
Boa tarde! A região por sua localização geográfica , tipografia e recursos naturais abundantes tem situação privilegiada para atingirmos o posto de capital energético e agroindustrial . Vale lembrar que enquanto usinas de açúcar estão sendo fechadas, usinas de álcool (energia), como sub produto do milho, estão sendo construídas ( todas multinacionais). Morei no cinturão verde americano e trabalhei para uma grande empresa do ramo de milho e soja e, O comentário era a pujança da agricultura brasileira, seja pela produtividade, seja pelo número de safras. As indústrias aqui são de ração animal e o álcool é um sub produto. Imagine grandes esmagadoras de grão como ADM, Cargill, Tate&Lula aqui na nossa região! Elas já estão no Brasil!