Polícia Civil considera Nolita um criminoso cruel

Ele foi mandante da tortura de uma adolescente no final de fevereiro


08 de Março de 2018 | 13h20

Francio da Conceição Batista, mais conhecido como Nolita, foi apresentado à imprensa horas depois de ser preso na casa da própria mãe, no Parque Santa Rosa, em Campos.

Segundo a Polícia Civil, ele é apontado como o chefe do tráfico nesse bairro e definido como um criminoso cruel. Há 55 passagens por diversos crimes registradas contra ele e com possibilidade de muitas outras, como ressaltou o delegado titular da 146ª Delegacia de Guarus, Luis Maurício Armond.

“Ele é um desestabilizador dessa região com relação a violência e a crueldade relacionada ao tráfico de drogas. Ele tem um comando sobre o grupo de determinada facção que atua aqui na região de Guarus. A forma dele atuar criminalmente é com crueldade, com assassinato, com tortura liminando qualquer pessoa que houvesse desavença com os seus interesses. Não só atuava com tráfico de drogas e homicídios, ele também expulsava os moradores das residências, colocava pessoas da sua facção pra residirem e até alugava. Realizava extorsões e até estupro existe passagem. Acreditamos que vai haver uma redução drástica do número de homicídios naquela região. Vamos buscar transferir ele pra outra cidade, inicialmente ao Rio de Janeiro, mas vai ser tentado ainda uma transferência de estado para que possa haver uma desestabilização desse comando para que não haja continuidade desse comando dentro das unidades prisionais”, comentou.

Armond confirmou que Nolita foi o mandante da tortura a uma adolescente de 17 anos no final do mês passado, em Guarus. “Ele determinou em tempo real, ficava através de celulares determinando o que iria ocorrer. Tiraram a roupa dela, rasparam o cabelo e outras situações. Ele comanda isso em diversas atividades. Em muitos casos, realiza a tortura e depois mata ou apenas realiza a tortura para dar uma demonstração de força na comunidade e da forma de atuar. Ele quer impor o terror e a crueldade a comunidade pra que ela se subjuguem as suas vontades. Foi realizada a apreensão de um menor envolvido na situação dessa garota”, explicou.

A ação contou com a participação de policiais militares de diversas guarnições. O comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar (8ºBPM), Fabiano Santos, detalhou como foi o trabalho.

“Informações chegadas à Polícia Militar já há alguns meses, sendo que ficou mais forte agora nos últimos dias em virtude de chegar ao conhecimento da Polícia Militar que ele estava fora da cidade e estava para chegar. Foram feitos levantamentos ontem à noite e hoje pela manhã confirmou-se dele está na casa da sua genitora. Com ele foi encontrado a arma municiada e trazido aqui para a 146ª DP. Em conjunto agora com a 146ª DP, as operações continuam na área de Guarus para que nós venhamos a ter outras pessoas ligadas também ao tráfico e a ele diretamente”, finalizou.

 

Fonte: Redação


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