12 de Fevereiro de 2018 | 16h35

Porta-voz da PM sugere a foliões evitar selfies nas ruas do Rio para não serem assaltados

Major afirmou que policiamento foi reforçado, como prometido pelo governador, e sugeriu que vítimas dos arrastões desrespeitam protocolos internacionais de segurança


Diante da série de arrastões que estão assustando cariocas e turistas na Zona Sul do Rio durante este carnaval, o porta-voz da Polícia Militar sugeriu que foliões evitem fazer selfies nas ruas para não serem vítimas de assaltos.

“Temos a ausência de protocolos internacionais de segurança que devem ser adotados pelos foliões: não ostentar joias, nem ficar com celular fazendo selfie no meio da multidão. Isso são recomendações que são repassadas pelas autoridades de segurança no mundo todo, em Paris, ou Estados Unidos, em Nova York, você vai receber as mesmas recomendações da força policial”, disse o major Ivan Blaz.

Questionado se de fato o que o posicionamento da PM diante dos assaltos é sugerir à população que não registre fotos nas ruas durante a folia, Blaz ratificou que sim.

“Se você vai à Torre Eiffel, há um banner eletrônico muito grande falando ‘cuidado com a carteira’, ’cuidado com o celular’. Isso não é diferente aqui no Rio de Janeiro. Infelizmente, isso é uma realidade cruel. Pedir que a pessoa não faça selfie, que registre aquele momento de festividade, é lamentável, mas infelizmente é uma realidade que vivemos”, disse.

Nos flagrantes de assaltos ocorridos na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, porém, as vítimas não parecem ostentar celulares nas mãos. Criminosos em bando atacam os pedestres e tiram os pertences que estão nos bolsos das vítimas.

Questionado sobre a garantia do governador Luiz Fernando Pezão de que haveria o reforço de 17 mil policiais militares para o policiamento das ruas durante o carnaval, Blaz afirmou que ele foi implementado.

“Esse reforço existe. Tanto que a Policia Militar tem feito durante este carnaval quase 200 presos. Estou falando realmente de maiores e menores que estavam realmente promovendo crimes. Então não dá para falar que a polícia não está presente”, disse o major.

O major Ivan Blaz ressaltou, ainda, que a PM não pode responder sozinha pela segurança dos foliões. Ele atribuiu o aumento da criminalidade à falta de ação de órgãos da prefeitura em relação aos menores infratores.
“A Polícia Militar está fazendo o seu máximo. São policiais que abriram mão de suas férias, de suas folgas, para realmente garantir a segurança da população. Nós estamos na rua diariamente, os criminosos estão sendo presos, mas nós precisamos de apoio. A presença de outros órgãos, principalmente dos órgãos municipais de assistência social é fundamental”, cobrou o major.

Flagrantes

No último flagrante registrado em vídeo ao qual a Globo teve acesso, um rapaz caminha pela Avenida Vieira Souto quando é cercado e tem um cordão arrancado do pescoço. O roubo ocorreu por volta das 9h50 desta segunda-feira.

Os moradores de Ipanema afirmam que os assaltos não têm hora para acontecer. ”Na verdade, a gente vê que não tem horário pra coisa acontecer, né? É de manhã, de tarde, de noite”, disse uma pessoa que não quis se identificar.

Outro flagrante foi feito às 5h e foi registrado por uma equipe de reportagem da Globo que passava pela orla de Ipanema. Neste caso, as vítimas foram turistas de Brasília, que tinham saltado do carro para entrar no hotel.

Não é difícil encontrar quem já tenha sido roubado por grupos de assaltantes na orla da Zona Sul neste carnaval, Um casal de turistas foi vítima de um arrastão às nove da noite - horário em que a orla estava lotada.

“A gente estava caminhando lá, sozinhos. Éramos três pessoas. Minha namorada e outra guria, aí chegaram uns caras, pegaram a minha namorada, bateram em mim e aí levaram o meu celular, levaram o da minha namorada”, contou o turista espanhol Nicolas Ctambolsky.

Fonte: G1

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