12 de Outubro de 2017 | 08h40

Campos: Maioria das empresas de ônibus volta a atuar nesta quinta

Mesmo com retorno, ainda não há previsão dos pagamentos atrasados desses trabalhadores


Apenas uma das cinco empresas de ônibus que estavam paradas desde o início da semana não voltou a circular em Campos nesta quinta-feira (12/10).

Estão nas ruas os coletivos da São João, Rogil, São Salvador e Siqueira. Os trabalhadores da Jacarandá e Cordeiro não participaram da paralisação e permanecem com o atendimento normal.

Em reunião nessa quarta-feira (11/10) na sede da prefeitura, apenas a Turisguá decidiu não retornar. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Roberto Virgílio, detalhou o que foi dito no encontro.

“Existe realmente o mês de setembro para repassar para as empresas e eles vão estar fazendo isso amanhã em uma conta judicial especificamente pra pagamento dos trabalhadores. Se as empresas não voltassem, eles iriam entrar com intervenção judicial. As empresas foram obrigadas a voltar a trabalhar ou perderiam a linha. A justiça decretou que é ilegal [Paralisação], que isso poderia causar justa causa aos trabalhadores e a prefeitura iria entrar com a intervenção nas linhas das empresas que não rodassem. Por isso que estão rodando. Só que a Turisguá falou que não tinha como fazer proposta e que se quisesse pegar a linha poderia pegar”, detalhou.

A realidade dos trabalhadores está longe de melhorar porque ainda não há uma data para o pagamento dos salários atrasados, como revelou Virgílio.

“Nada feito até o momento, só a São João que está dando um vale que o pessoal concordou e está recebendo por dia trabalhado. Tenho uma denúncia feita no Ministério Público aguardando uma audiência pra gente tá levando essas empresas pra lá para resolver esse problema dos trabalhadores. Não foi agendado ainda, foi pedido. Estamos dependendo dessa pauta do IMTT”, finalizou.

A prefeitura esclareceu em nota que "O presidente do IMTT entende que o definido na reunião desta quarta-feira, na sede da Prefeitura foi o suficiente para garantir o cumprimento do que é de responsabilidade da prefeitura, que nada tem a ver com pagamento de salários, mas com a bilhetagem do cartão cidadão, correspondente ao mês de setembro, visto o programa ter sido suspenso em 2 de outubro. Na mesma reunião, o IMTT indicou que os direitos trabalhistas devem ser cobrados via sindicato, dentro dos ritos de legalidade, para que não seja configurada ilegalidade, conforme definição da liminar que assim classificou o movimento paredista que foi feito nos últimos dois dias, onde foi estabelecido retorno imediato de 60% da frota, com multa diária de R $ 10 mil/dia, em caso de descumprimento".

 

Fonte: Redação

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