11 de Outubro de 2017 | 12h22

Série C vai perdendo fôlego e FERJ estuda regionalizar disputa em 2018

Modelo com quatro divisões foi novidade no futebol do Rio de Janeiro para 2017


No final de 2016 a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) apresentava uma novidade para o ano seguinte: a implementação da Quarta Divisão Estadual. Com a criação da Série B2 como terceiro escalão, a Série C passou a ser o último pelotão do Rio de Janeiro. Enquanto B1 e B2 receberam análise positiva do departamento de competições, a C gera certa preocupação.

Com o passar das rodadas uma parte dos clubes da Quartona vem perdendo fôlego, com os WO's aparecendo com maior frequência. E não é só isso. Fica nítida a dificuldade dos participantes em conseguir conduzir o barco até o fim da navegação. Equipes com poucos atletas no banco ainda são vistas, jogadores alegam não realizar treinamentos... a falta de estrutura deu as caras.

Diretor de competições da FERJ, Marcelo Vianna reconhece que a Série C está ainda distante do ideal. O dirigente estuda soluções, como o retorno da regionalização, como aconteceu até 2013, com times reunidos de acordo com a proximidade na primeira fase. Os melhores avançam e só então começavam os duelos de longa distância.

“Na primeira rodada aconteceram vários problemas de falta de inscrição, registro de atletas... Um clube (Campo Grande) só jogou na terceira rodada, o outro (Brasileirinho) nem pôde jogar porque não conseguiu inscrever jogadores. Se realmente não se organizar... a Federação está dando o fôlego máximo que pode dar a eles, ajudando, não tendo cobrança excessiva, entendendo o momento, estando com dívida a gente parcela”, explicou Vianna, que prosseguiu.

“Tudo que a Federação pode implementar para que não haja os WO's, para que as equipes sigam jogando, nós estamos implementando. Mas concordo: alguns estão perdendo fôlego sim. É uma coisa que podemos ver para os próximos anos, de repente com a Série C sendo regionalizada, jogando menos partidas. É uma das coisas que tem na minha cabeça para melhorar no futuro”.

Na análise de Marcelo Vianna, a organização com quatro divisões foi bem implementada. Em que pese as falhas estruturais da Série C, o dirigente acredita que a criação da Série B2 foi positiva. Na visão do dirigente, a nova Terceirona agrupou times mais bem geridos.

“Esses times que jogaram a B2, eles têm um nível de organização maior do que o dos clubes da Série C. Por isso imaginei a B2, para selecionar. A Série C vai alimentando a B2 e assim sucesivamente. Dentro desse critério de justiça, creio que foi bem implementado com uma Copa Rio no meio das competições, de mata-mata, com os clubes podendo usar seus elencos. Precisa de muito mais ajuste no caminho, mas vem melhorando ano a ano e penso que a gente pode melhorar mais ainda. E vou continuar trabalhando para isso”, concluiu Vianna.

 

Fonte: FutRio

1 COMENTÁRIO


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Isso A Judaria E Muito.

12/10/2017 | 09h29
porem creio eu que falta um pouco mais de clareza, com relação a inscrição,e outros! como inicio da competição, e locou da inscrição.


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