19 de Maio de 2017 | 12h55

Instabilidade nacional pode ser responsável pelo retorno da Ditadura Militar

Outro fato é a eleição indireta, onde o Congresso Nacional escolhe o novo presidente


As lacunas da má administração e da corrupção causam impacto em todas as classes sociais. O anúncio “Não renunciarei” complementou a quebra da lealdade entre governo e população. A cada instante fica comprovado que a democracia, Governo do Povo, está ameaçada.

O cientista político, José Luiz Viana, explicou que o país nunca esteve tão instável e sujeito ao retrocesso.

“O Brasil já ficou bagunçado em 1945 depois da segunda Guerra Mundial, na década de 30 quando Getúlio assumiu e em 69 com a ditadura militar. Em todas essas situações foi pela força de lei de justiça, mas agora é pela falta de governante. Pela primeira vez na história do Brasil praticamente todos os políticos estão em processo de apuração e punição de corrupção. É isso que mantém a instabilidade.”

José explicou que o temor do retorno da Ditadura Militar pode começar a ser sentido. “Em todas aquelas situações o que resolveu foi a interferência militar, que é algo ruim porque o exército é autoridade por excelência. Com essa desarrumação de processo de investigação o perigo pode existir”, enfatizou.

Caso o presidente Michel Temer saia do poder através do impeachment ou de renuncio, quem assume é o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que também é investigado na Operação Lava-Jato. Ser investigados é o menor dos problemas. Segundo o cientista político, o porvir é o perigo.

“Rodrigo Maia terá trinta dias para marcar a eleição indireta, onde quem decidi o novo presidente do Brasil é o Congresso Nacional. Ou seja, o povo não tem voz alguma. A eleição direta, com votação, só acontecerá com o movimento nas rua. Uma nova votação não pode acontecer de imediato porque o mandato de Temer já passou da metade”, que ainda complementou “Temer não vai ficar. Ele sairia ainda melhor se renunciasse. Seria a forma mais digna. Ele perdeu os partidos de apoio que saíram da base.”

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