18 de Maio de 2017 | 10h28

Jovem não resiste e morre minutos depois de ser eletrocutado no Centro de Campos

Vítima estava trabalhando e teria encostado em um fio de alta tensão


O jovem de 24 anos que foi eletrocutado na manhã desta quinta-feira (18/05), não resistiu e morreu minutos depois de ser internado no Hospital Ferreira Machado, em Campos. A assessoria de imprensa da unidade confirmou a morte.

Felipe, como foi identificado, era funcionário de uma empresa de telefonia e estava trabalhando no momento do acidente, no cruzamento da Avenida 28 de Março com a Beira Valão. O jovem teria encostado em um fio de alta tensão. O corpo dele ficou pendurado por um cinto. O Corpo de Bombeiros foi acionado e tentou reanimar Felipe, que foi levado para o hospital inconsciente.

A mãe dele esteve na unidade de saúde, mas não quis falar com a imprensa. O trânsito chegou a ficar em meia pista.

Em nota, a empresa Forte Telecom declarou que "Por meio do seu setor jurídico/complice vem por meio desta fazer Nota de Esclarecimento com referencia ao acidente ocorrido na data de hoje com o colaborador Felipe Costa Martins. Inicialmente,  frisa-se que a empresa é autorizada pela Anatel, ato nº 757 de 11/02/2008 , prestadora dos serviços de telecomunicações, atua nesta atividade desde o ano de 2006. Sendo assim, possui todas as normas exigidas pelos órgãos regulatórios e demais legislações aplicáveis à atividade, SOBRETUDO, com TODAS as normas de segurança do trabalho nacionais e internacionais! Contudo, na data de hoje, o colaborador acima citado estava realizando serviço  na rede de telecomunicações da empresa, exatamente, no cruzamento da Avenida José Alves de Azevedo, mais conhecida como Beira Valão, com Avenida 28 de Março, no Centro de Campos, contudo, sofrera um acidente. Estamos no primeiro momento priorizando as melhores medidas para o atendimento ao colaborador, para após apurarmos por meio da perícia técnica o que de fato ocorrera, tendo em vista que a empresa atua em redes de baixa tensão!"

1 COMENTÁRIO


* Publicação sujeita a moderação;
** Evite a utilização de termos grosseiros e xingamentos através de palavras de baixo calão;
*** Comentários com conteúdo ofensivo e propagandas serão devidamente ignorados.


Lucinea Henrique Soriano

19/05/2017 | 11h06
Um erro é muito pouco para custar uma vida! na verdade a questão segurança, em casos como este esta atrelada a responsabilidades multissetoriais: Empresa que fornece os serviços (treinamento, fornecimento de EPIs , avaliação de risco etc.); colaborador que executa ( uso dos EPIs etc.) e outras empresas cujos serviços prestados no local possam vir a por em risco a vida deste trabalhador. Não há absolutamente NADA que possa atenuar a dor dos familiares e amigos, porem repensar dentro das NRs que a empresa que oferece os serviços fora de suas mediações deveria previamente avaliar os riscos à que expõe seu colaborador, antes de fechar o contrato, autorizando a execução do serviço após regularização. Lastimável.


veja também