Porto do Açu conclui agenda de solturas de tartarugas abertas ao público, neste verão

Programa de Monitoramento já registra mais de 80 mil filhotes na atual temporada reprodutiva


21 de Fevereiro de 2020 | 14h00

O Programa de Monitoramento de Tartarugas Marinhas do Porto do Açu concluiu a programação de solturas de tartarugas marinhas abertas ao público. Ao todo, desde o início do ano, foram seis ações realizadas nas praias de São João da Barra e Campos, com o objetivo de levar conhecimento e estimular as boas práticas ambientais junto à população local e veranistas. A última atividade aconteceu, ontem, na Praia do Açu, mas a agenda também incluiu as praias de Atafona, Grussaí e Farol, além do trecho de praia em frente à Lagoa de Iquipari, atraindo centenas de pessoas.

O coordenador de Meio Ambiente da Porto do Açu Operações, Daniel Nascimento, ressalta a importância das ações realizadas junto ao público e pontua que esta é apenas uma da série de inciativas do empreendimento com foco socioambiental: “Sustentabilidade é um de nossos principais valores. Por isso, contamos com vários projetos e ações com o objetivo de mostrar que é possível desenvolver negócios de forma sustentável, considerando também as pessoas e o meio ambiente. Nos aproximar da comunidade e trazê-la para esta mesma consciência faz parte do nosso compromisso, como principal projeto estruturante da região”, afirma Daniel.

Desde o início desta última temporada reprodutiva, que ainda se estende até março, o programa já identificou 1.370 ninhos e registrou o nascimento de cerca de 80.950 filhotes. Ao longo de toda a temporada passada, este número chegou a 91.900, superando o período anterior em quase 4 mil nascimentos. Em 11 anos de programa, são mais de 13 mil ninhos registrados e cerca de 970 mil filhotes soltos ao mar.

O Programa de Monitoramento de Tartarugas Marinhas abrange desde o Pontal de Atafona, em São João da Barra, até Barra do Furado, em Campos. Diariamente, monitores percorrem 62 km de praia registrando qualquer ocorrência relativa às tartarugas. Durante o período reprodutivo, que vai de setembro a março, a equipe ainda tem a missão de localizar os ninhos, identificá-los e acompanhá-los até o nascimento dos filhotes. Um dos intuitos é gerar dados da espécie de forma contínua, ajudando os envolvidos a entender melhor o comportamento desses animais e buscando ações mais efetivas para sua conservação.

O Programa atende a diretrizes técnicas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) – Tamar e do Instituto Estadual do Ambiente (INEA).


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