"Prefeitura quer mesmo fazer a Petrobras sair de Campos?", critica Wladimir

Estatal afirma que não tem interesse de deixar o Heliporto do Farol, mas precisa de entendimento com a prefeitura


14 de Fevereiro de 2020 | 11h20

Em audiência na sede da Petrobras nesta sexta-feira (14/02), representantes da estatal afirmaram que não gostariam de deixar o Heliporto do Farol de São Thomé, mas a empresa sairá da base caso o novo modelo proposto pela prefeitura se torne inviável economicamente. A reunião foi feita entre os deputados Wladimir Garotinho e Hugo Leal, ambos do PSD-RJ, com Roberto Ardenghy, diretor de relações institucionais, Fábio Sartori, diretor de operações, e Gustavo Cotrim. O vereador Igor Pereira (PSB) e o representante dos comerciantes, conhecido como Carlinhos do Farol, também participaram do encontro.

De acordo com Wladimir, a lei municipal 8.284/2011 permite que a cessão seja renovada por igual período, mas a Prefeitura de Campos quer mudar a modalidade para concessão, o que vai onerar muito a operação.

"A prefeitura fez a Petrobras sair do Aeroporto de Campos e, agora, está tirando a empresa do heliporto. Na audiência, ficou claro que a empresa não tem interesse em sair porque o Farol é a base que melhor contempla sua operação logística. Mas tem que acatar a decisão da prefeitura e vai buscar outros caminhos caso o operador privado não ofereça condições econômicas favoráveis", afirmou Wladimir.

O Heliporto do Farol foi inaugurado em 1994 e a Petrobras teve 20 anos de concessão na administração da área. No entanto, a empresa manifestou-se o interesse de renovar a concessão por mais de 10 anos, mas a prefeitura estuda conceder a gestão para a iniciativa privada, podendo gerar paralisação das atividades no local.

Direta e indiretamente, o Heliporto do Farol de São Thomé gera cerca de 600 empregos na praia campista, movimentando hotéis, pousadas, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais. Representantes do setor vinham demonstrando sua preocupação em relação ao funcionamento da unidade depois que a Petrobras, em dezembro de 2019, suspendeu os embarques do setor offshore que eram feitos através do Aeroporto Bartolomeu Lisandro.

"A saída da Petrobras do Heliporto do Farol de São Thomé é terrível. Vai gerar muito desemprego e prejudicar a economia da praia campista", lamentou Wladimir.

 

Fonte: Ascom


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