CPI fiscaliza contrato de saneamento na Região dos Lagos

O objetivo é apurar as denúncias de derramamento de esgoto e produtos químicos na Lagoa de Araruama


11 de Fevereiro de 2020 | 15h53

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar suspeitas de irregularidades praticadas pela Prolagos, concessionária que administra serviços públicos de água e esgoto em municípios da Região dos Lagos, definiu presidência, vice e relatoria nesta quarta-feira (11/02), na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

 Autor da proposta de CPI, Dr. Serginho (PSL) foi efetivado presidente da comissão, a deputada Zeidan Lula (PT), vice-presidente, e Gustavo Schmidt (PSL) relator. Também integram a CPI, Martha Rocha (PDT), Jorge Felipe Neto (PSD) e Anderson Alexandre (Solidariedade).

 O grupo tem como objetivo apurar as denúncias de derramamento de esgoto e produtos químicos na Lagoa de Araruama, e fiscalizar suspeitas de descumprimento do contrato de concessão, resultando em má prestação de serviços.

 Segundo Dr. Serginho, a Lagoa de Araruama foi berço de desenvolvimento da região, mas hoje está "morrendo"  por conta da poluição que prejudica pescadores e afeta o potencial turístico.

 "Hoje a lagoa não é produtiva. Inaceitável que no século 21 ainda exista derramamento de esgoto. Nosso objetivo principal na CPI é verificar crime ambiental, apontar erros do contrato de concessão. Precisamos atender às expectativas da população. Trabalharemos para essa CPI da Alerj resultar em bons frutos como o fim da taxa mínima em cima do consumo de água, apresentando soluções para recuperar a lagoa de Araruama", afirmou Dr. Serginho.

 Segundo o presidente da CPI, além de exigir esclarecimentos da Prolagos ao longo dos 180 dias de trabalhos, uma das primeiras ações da comissão será oficiar o Inea com pedido de informações sobre a execução de obras de desassoreamento na Lagoa de Araruama, e também a Agenersa para verificar se está havendo fiscalização dos termos de contrato de concessão.

 

 

 


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