Perícia revela rastro de destruição deixado por militares onde músico foi fuzilado

Em cerca de 200 metros da Estada do Camboatá, peritos militares encontraram 37 marcas de disparos de armas de fogo em muros, carros, grades e paredes de prédios


15 de Dezembro de 2019 | 11h21

Um laudo inédito elaborado pelo Exército revela o rastro de destruição deixado pelos militares que respondem pelos homicídios do músico Evaldo Rosa e do catador Luciano Macedo, no entorno da cena dos crimes, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio. Em cerca de 200 metros da Estada do Camboatá, peritos militares encontraram 37 marcas de disparos de armas de fogo em muros, carros, grades e paredes de prédios. O documento, obtido com exclusividade pelo EXTRA, faz parte do processo contra 12 militares pelos homicídios.

A perfuração mais distante do local onde o carro de Evaldo parou foi achada na grade do Piscinão de Deodoro, a 200 metros. Os peritos encontraram marcas de dois disparos em hastes do gradil.

A partir dos orifícios de entrada e saída dos projéteis, os profissionais constaram que os tiros foram disparados por fuzis e partiram da Estrada do Camboatá — de onde vinham os veículos militares — em direção a um terreno da Comlurb na esquina da via principal com a Travessa Brasil. Foi justamente por ali que passou o carro dirigido por Evaldo.

Fonte: Extra


SEJA O PRIMEIRO A COMENTAR


* Publicação sujeita a moderação;
** Evite a utilização de termos grosseiros e xingamentos através de palavras de baixo calão;
*** Comentários com conteúdo ofensivo e propagandas serão devidamente ignorados.