Ministro da Saúde alerta para surgimento de novos casos de dengue no Rio

Luiz Henrique Mandetta participou da liberação de mosquitos do bem em Niterói


02 de Dezembro de 2019 | 18h11

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, alertou para o risco de surgimento de novos casos de dengue no Rio de Janeiro neste verão, com a entrada do novo sorotipo 2, que circulou no ano passado no estado de São Paulo, em Minas Gerais e em estados do Centro-Oeste. Segundo o ministro, o risco no Rio é que esse sorotipo há muito tempo não circula no estado. A última vez foi em 2008 e, por isso, muitas pessoas que não entraram em contato com o vírus, não têm imunidade.

Conforme o ministro, o sorotipo 2 evolui para casos mais graves de dengue. Mandetta alertou que o momento é de traduzir para a população esse risco para evitar que as pessoas pensem que por já terem sido infectadas com outros tipos de vírus estão livres da doença.

“A solução agora é levar para a comunidade o risco muito elevado quando se tem um vírus novo, que pode fazer um potencial de dano bem maior”, disse.

Para Mandetta, o enfrentamento da dengue no estado do Rio de Janeiro é fundamental para que não ocorra outra epidemia como a de 2008, considerada muito grave. O ministro revelou que na época participou do gabinete de crise montado para enfrentar a epidemia “Eu vim para colaborar e ajudei a montar umas UPAs em Santa Cruz e em Campo Grande, com tendas. Foi um trabalho muito grande para dar conta de atender a população naquela epidemia. Esse ano, tem que estar com muita atenção. Tem que redobrar a atenção, porque quando entra uma epidemia todos sofrem”, disse, após participar da soltura de mosquitos infectados com a bactéria Wolbachia, em Niterói, Região Metropolitana do Rio.

De acordo com Mandetta, não será necessário o ministério reforçar a atuação das secretarias de Saúde no estado, porque os órgãos já têm as suas estruturas próprias. “Eles já têm as armas. Para evitar a epidemia é botar o povo [das equipes] nas ruas, usar a imprensa, os meios de comunicação. A gente tem pesquisas que mostram que quase 98% da população sabe o que é dengue e sabe as medidas que têm que fazer para prevenir. O importante é que essa informação seja transformada em ação. Olhe a sua casa, o foco sempre estará ou perto do ambiente de trabalho ou perto da residência”, disse.

Fonte: Agência Brasil


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