Jornalista Felipe Sáles lança livro-reportagem nesta sexta-feira

O livro-reportagem "O azarão da Baixada da Égua" narra a odisseia de um ex-jóquei pelo submundo carioca


12 de Novembro de 2019 | 16h31

O jornalista Felipe Sáles lança mais um livro, nesta sexta-feira (15/11), às 20h, no Espaço Santa Paciência, durante a programação do Festival Doces Palavras (FDP). O livro-reportagem “O azarão da Baixada da Égua” narra a odisseia de um ex-jóquei, hoje dono de um quiosque no Farol de São Thomé, que viveu entre mafiosos, traficantes e prostitutas no Rio de Janeiro dos anos 80 e 90

A história de um homem comum com um destino surpreendente. Baseado em fatos surreais, “O azarão da Baixada da Égua” é, como diz o subtítulo, uma “corrida contra o tempo e o vento no submundo do turfe carioca”. Com detalhes de bastidores da política, da polícia e das máfias do bicho e de grupos de extermínio, o livro-reportagem conta a trajetória de um filho de pescadores que aos 15 anos, deixou a pacata praia do Farol de São Thomé para se tornar jóquei de destaque no Rio de Janeiro dos anos 80 e 90.

Num tempo em que o Brasil se assentava na redemocratização, e o mercado de cocaína brilhava como nunca nas noites cariocas, Marquinho desembarcou na Escola de Jóqueis da Gávea. Ainda aspirante, superou lendas como J.Ricardo, recordista mundial em vitórias no turfe. E com a velocidade de um Puro-Sangue Inglês, o adolescente de horizonte turvo encontrou no esporte uma perspectiva nunca antes sonhada. Mas do alto dos cavalos ele também avistava, sobre o muro do Jockey Club Brasileiro, a festa que se irradiava manhã adentro pelos jovens do Baixo Gávea. Logo estaria entre eles, e também entre dançarinas, artistas, jogadores de futebol, bicheiros e políticos, vivendo o sonho de um Rio de Janeiro onde não havia nada que não pudesse pagar. Até que o destino cobrou seu preço.

“O azarão...” é um livro-reportagem de fôlego, condizente com a própria história narrada. Trazendo luz a um esporte histórico e pouco contemplado pelo mercado editorial, a obra é também o retrato de uma época, quando a sociedade ainda se permitia certas ingenuidades. E de quando o atual cenário político e policial começava a ascender e a moldar o Brasil que temos hoje. Tudo isso permeado por uma trama repleta de sexo, drogas e conspirações vivenciadas in loco pelo azarão nascido e criado na Baixada Campista.

Sobre o autor:

Felipe Sáles tem 37 anos e é jornalista. Trabalhou como editor, produtor, assessor de imprensa e repórter de Cultura, Polícia e Política em O Globo, Extra, Jornal do Brasil e Revista de História da Biblioteca Nacional. Como freelancer, colaborou com as revistas Piauí, Carta Capital, entre outras. Em 2015, foi correspondente internacional freelancer na Europa escrevendo para veículos como BBC Brasil, El País, Trip e Piauí. Pós-graduado em Editoração, é autor de um livro e coautor de seis – um deles publicado pela Unesco em países de língua inglesa, francesa e portuguesa. Desde 2018 é editor-chefe do RJ 2, telejornal noturno da Inter TV, afiliada da Rede Globo em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.

 

Fonte: Ascom

 

 


1 COMENTÁRIO


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Aldenisa

13/11/2019 | 14h50
Parabéns ao escritor e jornalista que muito respeito, pois conheci menino. E se sobressai com trajetória de sucesso!