Advogado diz que PM que agrediu companheira sofre de “surto psiquiátrico”

Policial se apresentou na tarde desta terça-feira na Deam


15 de Outubro de 2019 | 18h06

O policial militar que foi flagrado por câmera de segurança agredindo a companheira, se apresentou na tarde desta terça-feira (15), na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Campos. Ele manteve o silêncio, mas o advogado do policial, Gilson Gomes, falou com a imprensa sobre o caso e afirmou que seu cliente sofre de surto psiquiátrico.

- Em setembro agora ele teve um surto trabalhando. Acionou o batalhão, conduziram ele para o 8º BPM e encaminharam para o psiquiatra. Ele já vem com esse problema desde setembro. E depois ele foi encaminhado para uma psicóloga e ela liberou ele para trabalhar. Coisa que a gente até acha estranha essa liberação. Hoje ele foi na junta médica do Rio de Janeiro e está comprovado que ele está com problema e precisa de um tratamento – afirmou o advogado.

O advogado falou um pouco sobre a relação do seu cliente com a companheira. “Segundo ele, havia multa discussão, mas nunca chegou à agressão física. Só que ela não respeita. Ela ofende ele. E chegou nesse ponto final. Inclusive, ele está respondendo na Justiça dois processos de lesão corporal. Inclusive contra um policial militar. Isso comprova que ela não respeita as pessoas. Tanto que ela está com dois processos em andamento”, ressaltou.

O casal está junto há um ano e meio, segundo o advogado, pouco tempo depois da morte da esposa do policial, eles começaram esse relacionamento. “A esposa dele morreu há dois anos. E a partir daquele momento que esposa dele morreu, ele começou passando por esses transtornos”, frisou. “Eles não têm filhos juntos. Mas, cada um tem um filho de outros relacionamentos”, acrescentou.  

O advogado explicou também o que aconteceu no dia em que a agressão foi registrada. “As imagens são muito fortes. Só que o começo da discussão, tem uma cortina que atrapalha essa imagem, ela deu uma vassourada nele. Agrediu ele, começou xingando-o. inclusive ele pegou a filha dele e mandou sair. E quando a gente vê aquele final que está saindo na imprensa é ele. Hora nenhuma ele bateu com a cabeça dela em lugar nenhum. Era o ombro dela. E também quando ele estava no chão com ela, ele sacudia e não batia. Não havia intenção nenhuma dele cometer um homicídio ou cometer uma lesão que agravasse nada. Ele estava se defendendo da agressão que ele tinha sofrido. Nós temos depoimento da guarnição que conduziu ela para a delegacia de que ela não tinha lesão nenhuma. Ela por ser uma pessoa branca, da cor branca, qualquer lesão iria aparecer logo. Então, ela volta a delegacia depois e apresenta essas lesões. Vamos esperar o laudo, vai ter exame, vai ter tudo. Ele está com vários hematomas no corpo. Devido a chutes e agressões. Segundo informações dele, ela é lutadora de capoeira. Então para se defender de uma pessoa assim você tem que empurrar a pessoa. Nós vamos aguardar o laudo. A imagem, quando a gente amplia, a gente tem certeza absoluta que hora nenhuma ele bateu com a cabeça dela no vidro. Ele por ser um policial, e ter alguma técnica, se quisesse fazer alguma coisa com ela, teria o tempo todo pra fazer. Em momento nenhum ele fez. Ele não estava andando armado, por causa do surto que teve. Ele foi apresentar a arma no quartel. Em setembro apresentou e hoje novamente. Ele está procurando tratamento. Nós esperamos que administração agora faça esse tratamento para que ele possa melhorar. É um policial militar exemplar, com a ficha limpa, nunca teve problema judicial nenhum e está passando por esse momento agora”, concluiu.

O caso: Um sargento da Polícia Militar foi flagrado por câmeras agredindo sua companheira, de 39 anos, no condomínio onde mora, em Campos, na noite do último sábado (12).

Segundo a polícia, a vítima contou aos agentes, que a discussão começou depois de uma festa, na hora de limpar o espaço, porque não tinha vassoura no local e ele pediu para a enteada buscar em casa.

Ela teria dito ao companheiro "você tem que largar de ser palhaço", porque, segundo ela, era obrigação do condomínio fornecer as vassouras. O companheiro ficou irritado e começou com as agressões.

A filha de seta anos do agressor presenciou toda a cena. A mulher registrou o caso na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Campos ainda no sábado.


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