Professor de artes marciais é acusado de agredir a namorada em Campos

O caso aconteceu na madrugada do último domingo (18)


19 de Agosto de 2019 | 09h39

Um lutador e professor muay thai de uma academia em Campos é acusado de agredir a própria namorada. O caso aconteceu na madrugada do último domingo (18).

Segundo as primeiras informações da Polícia Civil, após o ocorrido, o suspeito levou a vítima para o Hospital Ferreira Machado e alegou na unidade hospitalar que os machucados da namorada foi em decorrência por um acidente de carro.

No entanto, os médicos desconfiaram de toda a situação e um policial que fica no hospital foi acionado. Sendo assim, o lutador foi preso em flagrante. Ele foi autuado na Lei Maria da Penha, pagou fiança no valor de R$ 10 mil e posteriormente foi liberado.

A vítima continua internada no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI) do Ferreira Machado. A polícia espera a recuperação da mulher para ouvi-la na delegacia. A academia onde o suspeito estava trabalhando, comunicou através das redes sociais que o professor será desligado do estabelecimento. 

Júlia Oliveira, representante em Campos de um movimento conhecido como "O Coletivo Nós por Nós" ( Que nasceu da ideia de um grupo de mulheres de se unir (e se reunir) para ajudar outras mulheres, dar apoio, inclusive emocional, com o objetivo de contribuir de maneira positiva para mudanças efetivas na vida de nós mulheres), explicou que o grupo fez um movimento para pedir um posicionamento dos donos da academia onde o lutador trabalhava e criticou a forma inicial que a assessoria do estabelecimento tratou o caso. Júlia estava na 134° DP acompanhando outro crime de uma outra mulher que vem sendo agredida por um homem.

"Fizeram um posicionamento horroroso, ridículo. Aí depois se retrataram e disseram que iriam afastar o lutador da academia e tudo mais. Agora tem a patrulha Maria da Penha, que tem um carro aqui. Eu vou lá no oitavo batalhão e vou procurar saber o que a gente pode fazer. Porque essa menina que a gente está acompanhando (um outro caso) ela está com medo de morrer, ela está se escondendo, ela está fugindo de casa em casa para poder sobreviver. Para salvar a vida dela, a vida dos filhos dela. A gente faz um trabalho com enorme carinho, mas ao mesmo tempo não teria que ser nossa obrigação, acho que a cidade, o governo, o estado, na verdade, o país inteiro, deveria ter mais segurança para essas mulheres que estão morrendo todos os dias”.

Fonte: Redação


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