População de Campos sofre com o caos no transporte e na saúde

Estrutura sacateada das unidades de saúde é o que mais prejudica a população


12 de Agosto de 2019 | 15h20

A população de Campos tem vivido dias difíceis e de incerteza neste ano de 2019. Os problemas recorrentes no transporte público, e, agora, a greve dos médicos da rede municipal tem causado transtornos para quem precisa desses serviços. No transporte, já são 30 dias desde que foi implementado o novo sistema integrado, mas atualmente só os ônibus circulam na cidade. O reflexo disso é a manifestação dos motoristas de vans, que desde a última quinta-feira (08) estão estacionados e acampados próximo ao Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) como forma de protesto pela demora da prefeitura em liberar a circulação das vans.

Na saúde a situação é ainda pior. Os médicos de rede municipal decretaram greve na última quarta-feira (07) por tempo indeterminado. As principais queixas são; o não pagamento da gratificação especial e a falta de estrutura para a realização do trabalho no dia-a-dia.

Nas Unidades Básicas de Saúde, as consultas previamente agendadas foram suspensas e as emergências vão trabalhar de acordo com cada equipe, mas sem prejudicar o atendimento emergencial. Ou seja, os atendimentos nas unidades 24 horas estão funcionando em sua totalidade, com os pacientes sendo realocados para unidades mais próximas de suas residências.

Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos de Campos, José Roberto Crespo, o grande problema e que mais preocupada a categoria são as péssimas condições de trabalho nas unidades de saúde. “As condições de trabalho são ruins, não tem estrutura, falta medicamentos e falta materiais, mobílias para os profissionais trabalharem e prestarem o serviço que os pacientes precisam”, afirmou.

Ainda de acordo com José Roberto não há um compromisso do governo em resolver essas questões. “Nos preocupa muito as condições de trabalho, coma a estrutura sucateada. Existem problemas na iluminação, na parte hidráulica, em tudo. Não é de hoje que esse problema vem se arrastando, mas o governo Rafael Diniz já está há dois anos e não resolveu. A classe quer condições de trabalho para atender a população. Tem que ser analisado as demandas e buscar soluções, se precisar fazer mutirão, vamos fazer para ver o que precisa ser feito”, ressaltou.

O médico frisou ainda que o corte das gratificações dos profissionais da emergência é uma outra questão que também atinge a categoria. “Nosso salário base em Campos é o menor da região. Macaé, Quissamã e São João da Barra pagam mais do que Campos. E essa gratificação os médicos recebem desde o governo Arnaldo Viana. Representa 60% do salário, ou seja, já consideramos como parte do salário, mesmo não sendo incorporado. Não houve uma tentativa do governo de buscar resolver isso”, contou.

José Roberto Crespo disse que haverá uma reunião, nesta segunda-feira (12), às 17 horas com o prefeito Rafael Diniz e a categoria aguarda que uma solução seja tomada para que a população tenha todos os atendimentos necessários na saúde.

 

 


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