Celular de professor de futsal acusado de abusar de meninos é apreendido

De acordo com a polícia, Oliveira já havia sido denunciado por crimes parecidos anteriormente. Em 2012, parentes o acusaram de se masturbar diante de sobrinhas


19 de Julho de 2019 | 12h54

A Polícia Civil apreendeu o celular de Valmir Barbosa de Oliveira, de 56 anos, professor de uma escolinha de futsal no Alto da Boa Vista. Ele foi preso preventivamente, acusado de abusar sexualmente de cinco alunos com idades entre 11 e 14 anos. Após dois meses de investigações, ele foi detido no começo da manhã desta sexta-feira em sua casa, em Bangu. Segundo a delegada Cristiana Bento, titular da 19ª DP (Tijuca), Oliveira ficou surpreso no momento da prisão. Mas, em nenhum momento, negou os crimes. Ele dava aulas no clube em questão há 10 anos e todos os casos de abuso descobertos pela polícia aconteceram nos últimos 12 meses.

- O celular dele foi apreendido e vai para perícia. O que é importante destacar é: pais, observem seus filhos. E, se há algum sinal de que essa criança foi vítima de abuso, que procurem a delegacia, para tentar inibir e coibir esse tipo de crime - afirmou a delegada.

De acordo com a polícia, Oliveira já havia sido denunciado por crimes parecidos anteriormente. Em 2012, parentes o acusaram de se masturbar diante de sobrinhas. No caso do clube, de acordo com relatos da delegada, o professor fingia fazer massagens nos alunos para abusar dos jovens.

- O clube prestou toda assistência e afastou esse professor da escolinha quando foi feita a denúncia - comentou ela. - As investigações concluíram que até no bairro dele há relatos de abusos de outras crianças.

No começo da tarde desta sexta, o presidente da instituição não se encontrava no local e não havia nenhum outro representante que pudesse comentar o caso.

A denuncia que levou à prisão de Oliveira foi feita em maio por um adolescente de 12 anos que passou por exames que comprovaram os abusos. O professor foi levado para um centro de triagem da polícia em Benfica, de onde deve ser encaminhado para prisão. Caso seja condenado por estupro de vulneráveis, ele pode ficar preso por até 15 anos.

 

Fonte: Extra/Online


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