Ônibus vão atender todas as linhas durante transição do sistema alimentador

Os permissionários do transporte alimentador habilitados pela licitação irão apresentar os veículos para que seja feita a identificação por adesivo dos carros, cadastro e instalação do GPS


12 de Julho de 2019 | 14h17

A partir deste sábado (13), os veículos de transporte alternativo que venceram licitação e escolheram suas linhas entram em fase de adaptação às normas do novo sistema de transporte coletivo alimentador de Campos. Neste período de transição, as empresas de ônibus atenderão aos itinerários de toda a cidade. Os representantes das empresas reafirmaram o compromisso com o Plano de Retomada, em reunião na última semana com o presidente do Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT), Felipe Quintanilha.

— Precisamos estar preparados para a transição. As vans terão um tempo para se adaptar e ficaremos com um sistema dependente exclusivamente dos ônibus por um período de até 30 dias. Precisaremos colocar todos os ônibus na rua. Nossa atenção não é somente em relação à área central, mas também às áreas distritais. Há mais de um ano as empresas se disponibilizaram a fazer este atendimento e concordam com o novo sistema de transporte porque todos entendem que esta é a única solução para uma grande melhoria do sistema público de transporte — ressaltou Quintanilha.

Os permissionários do transporte alimentador habilitados pela licitação irão apresentar os veículos para que seja feita a identificação por adesivo dos carros, cadastro e instalação do GPS. Eles terão o período de até 30 dias para adequação e início da atuação dentro do novo modelo de transporte alimentador. Os representantes dos consórcios formados por empresas de ônibus reafirmaram atuação em todos os itinerários da cidade, conforme prevê o Plano de Retomada apresentado ao Ministério Público. A circulação prevista é de até meia-noite nas linhas urbanas e, para as regiões distritais, a saída é até as 23h da rodoviária.

- A Rogil fez um plano operacional e vai cumpri-lo 100% para atendimento da população. Há cinco anos, nós ganhamos uma licitação e teríamos exclusividade nas linhas. Com a concorrência com as vans, as empresas de ônibus ficaram prejudicadas, mas temos possibilidade de atender a demanda da cidade. Com o novo sistema, estamos abrindo mão de parte das linhas, mas vemos que é o melhor para resolver o transporte de Campos, que vem há décadas em decadência — comentou o empresário Gilson Menezes, proprietário da Viação Rogil.

A empresária Rosimere Araújo Reis, proprietária da empresa Turisguá e detentora da concessão pelo Consórcio União, concorda que o momento de transição é um esforço necessário. “Todos os consórcios entraram, há cinco anos, prontos para atender a cidade, mas nada do previsto foi feito em contrapartida pelos órgãos competentes. Agora, estamos na expectativa de um novo momento. Para o período de transição, a população não precisa se preocupar porque não haverá dificuldades nestes dias por falta de ônibus. Todos os ônibus irão para as ruas”, afirmou Rosimere.

O empresário José Maria Matias, dono da Viação São João e detentor da concessão pelo Consórcio Planície, considera que o novo sistema é o melhor para a população. “O novo sistema de transporte irá permitir que as empresas se restabeleçam e que possamos atender à população com maior qualidade”, comentou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


1 COMENTÁRIO


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João Batista

12/07/2019 | 15h20
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