Agenda de ações na Alerj busca vencer o desafio do emprego no estado do Rio

A Firjan apresentou o Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro com propostas para melhorar o ambiente de negócios no estado até 2025


11 de Julho de 2019 | 14h00

Estabelecer uma governança para a agenda de ações comum entre as instituições que compõem o Fórum de Desenvolvimento da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) no combate ao desemprego no estado é o próximo passo do grupo de representantes do setor produtivo, universidades, Sistema S e dos poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro que se debruçam sobre o tema. Dando continuidade ao projeto “Desafios do emprego no estado do Rio”, o Fórum realizou nessa quarta-feira (10/07), em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, um encontro reunindo as Instituições do Sistema S para apresentar os principais resultados do workshop que consolidou as sugestões, ideias e projetos frutos da série de quatro encontros realizados no Plenário da Alerj.

Na reunião desta quarta, representantes do Sistema S apresentaram suas ações já em curso, as vocações regionais identificadas, além dos setores prioritários e a visão do desenvolvimento econômico que norteia a atuação da instituição no estado. “Precisamos contar com essa potência que é o Sistema S e toda a sua contribuição para que nossas ações sejam coordenadas. Em momentos de crise essa conversa se torna ainda mais necessária porque sozinhos não vamos conseguir vencer o desemprego no estado”, afirmou a subsecretária de Emprego e Renda, Ana Asti.

A Firjan apresentou o Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro com propostas para melhorar o ambiente de negócios no estado até 2025. “O Rio de Janeiro ocupa hoje apenas a 13ª colocação no ranking de competitividade entre os estados e sabemos que a melhoria do ambiente de negócios leva a geração de emprego e renda. O governo não tem como dar conta de tudo sozinho, é preciso dar mais espaço para a iniciativa privada por meio das parcerias público-privadas, por exemplo. A questão da segurança é outro ponto importante para atração de novos investimentos, assim como o desenvolvimento de outros setores além das vocações regionais”, explicou a consultora de Desenvolvimento Econômico na FIRJAN, Júlia Nicolau, que apresentou um mapeamento de investimentos confirmados no estado na ordem de R$161, 4 bilhões, principalmente do setor de petróleo e gás, indústria de transferência e infraestrutura.

A questão da qualificação da mão de obra foi levantada pelo gerente de Desenvolvimento de Cursos da Firjan, Allain Fonseca, que apresentou as 28 unidades fixas de qualificação profissional da entidade espalhadas pelo estado nas áreas prioritárias para o desenvolvimento regional. “Sabemos que os jovens são os mais atingidos pelo desemprego e precisamos prepara-los para esse novo contexto, desenvolvendo as competências sócios-emocionais, investindo também no ensino técnico por meio de uma educação integral”, explicou Allain.

Já o Sest/Senat,que trabalha na formação e qualificação de profissionais para o setor de transportes, anunciou que está construindo mais dez unidades operacionais no estado até 2021. Em 2018, foram realizados 676 mil atendimentos no Rio de Janeiro entre cursos de educação presencial, a distância e campanhas e palestras. “Mais de 13 mil pessoas que fizeram curso conosco no ano passado foram contratadas pelo setor, um índice de empregabilidade de 59,4%”, afirmou André Rocha diretor da unidade de Paciência do Sest/Senat.

O Senar vem focando suas ações nas cadeias produtivas da pecuária do leite, atividade predominante em mais de 90% dos municípios do estado e com a maior empregabilidade no meio rural fluminense, além da pecuária de corte, horticultura e cafeicultura. A formação de jovens aprendizes, a capacitação para o empreendedorismo e liderança da mulher no agronegócio e o programa de alimentos artesanais estão entre os principais focos do trabalho segundo a pedagoga Raquel Lima do Senar.

Para o superintendente do Sistema OCB/Sescoop, Abdul Nasser, que trabalha para o desenvolvimento organizacional das cooperativas de forma sustentável e promove a profissionalização da gestão corporativista, a entidade tem a atuação mais transversal de todas as outras do Sistema S, já que o corporativismo está presente em todos os setores da economia fluminense. “O cooperativismo é uma solução para o Rio, já que tudo o que geramos e produzimos de riqueza fica no estado”, explicou Abdul que anunciou o lançamento de uma aceleradora para as cooperativas durante o encontro.

A desburocratização, a agregação de valor aos produtos, a capacitação para exportação, os incentivos fiscais com eficiência e a eficiência na gestão do estado para gerar políticas públicas eficazes foram citadas como essenciais neste processo pelo gerente de Políticas Públicas do Sebrae, Tito Ryff. “Antes a interação entre governo e o Sistema S se dava apenas de forma hierárquica, agora estamos debatendo com gestores, técnicos, quem realmente faz a coisa acontecer na ponta, unindo isso ao conhecimento das universidades para tentar criar essa governança e potencializando as ações”, finalizou Tito.

Fonte: Alerj


SEJA O PRIMEIRO A COMENTAR


* Publicação sujeita a moderação;
** Evite a utilização de termos grosseiros e xingamentos através de palavras de baixo calão;
*** Comentários com conteúdo ofensivo e propagandas serão devidamente ignorados.