Mãe é presa por suspeita de envolvimento na morte da filha de 13 anos em Travessão

Delegado Pedro Emílio apresenta detalhes do crime durante coletiva


05 de Julho de 2019 | 15h42

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A Polícia Civil prendeu na manhã desta sexta-feira (05), Débora Cordeiro, mãe de Jéssica Cordeiro de Freitas, de 13 anos, que foi assassinada a facadas no último mês de maio, no distrito de Travessão, em Campos. A mulher é suspeita de envolvimento no assassinato da própria filha. 

O delegado Pedro Emílio concedeu entrevista coletiva para passar os detalhes do crime e da investigação que levaram a prisão da mulher. O padrasto da vítima não tem envolvimento no caso.

Pedro Emílio começou a coletiva ressaltando que a vítima era uma pessoa com boas relações. “Ela participava de projetos de igreja, dava aulas de catequese na sua comunidade e foi barbaramente assassinada. A princípio falou-se em um terceiro desconhecido, mas a gente já sabe e vem anunciar que foi morta pela própria mãe durante uma discursão. E vamos poder esclarecer finalmente as circunstâncias de tudo que aconteceu”, contou.

Pedro Emílio relatou detalhes das investigações. “Foi um mês de intensa investigação. Foram dezenas de oitivas realizadas com parentes, testemunhas e vizinhos. Essa investigação que culminou com a reconstituição realizada na noite de terça-feira (02) e que acabou por dirimir qualquer dúvida que existisse a cerca da autoria do delituosa. Que agora é atribuída a própria mãe da garota. E também da dinâmica do crime. a investigação foi complexa porque a mãe desde o início pretendeu embaralhar as investigações. No dia do crime ela alterou o estado das coisas. Deixou a residência como se estivesse indo atrás do seu conjugue, padrasto da garota, quando na realidade tinha a intenção de forjar a entrada de um terceiro individuou a sua residência. Ela teve acesso ao outro filho, de oito anos, que foi a única testemunha presencial do crime. durante esse tempo todo, pelo que nos parece, influenciou ele em um sentindo ou em outro, para apresentar versões não condizentes com a realidade. E por fim, o garoto em choque acabou por não poder contribuir, pelo menos até aqui, de forma significativa com a investigação”, ressaltou.

O delegado contou que o irmão da vítima está sob tratamento psicológico permanentemente. “Foram diversas sessões e serão mais algumas, para que a gente possa ver se no final ele não se encontre muito comprometido para que se testemunho seja levado em consideração”, frisou.

Detalhes do dia do crime foram apresentados pelo delegado. “Conforme foi possível apurar, em especial a reconstituição foi muito esclarecedora. Jéssica retornava a igreja, que fica a poucos metros de sua residência quando encontrou a mãe reunida com o padrasto e um amigo do padrasto. A mãe teria feito durante a manhã, tarde e noite, uso de álcool e cocaína. Que somados a remédios controlados que ela toma, fizeram com que ele se encontrasse em estado muito alterado. O padrasto deixou a residência e foi buscar mais cocaína para a mulher. Nesse momento a garota entra na casa e a mãe entra também, e testemunhas a ouviram gritar: “até que enfim mamãe”, em função da mulher está o dia inteiro se drogando. Essas circunstâncias demostraram para nós que ali se iniciara uma discursão”, relatou.

O delegado complementou. “A partir de muitas oitivas colhidas, diversas outras discursões entre essa garota e a mãe, que cada vez menos suportava o fato de sua mãe gastar todo seu dinheiro, que seria para o sustento da casa, com drogas”, afirmou.

Sobre uma possível participação do padrasto e o amigo, o delegado disse que eles deixam a condição de investigados. “Durante a reconstituição foi possível apurar que todo o cronograma que eles apresentaram é plenamente compatível com as suas versões, e também foram ouvidas testemunhas diversas, que comprovaram que em cada um daqueles momentos eles se encontravam de fato onde alegaram estar”, disse Pedro Emílio.

Veja a entrevista completa:

 


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