Medo e desordem urbana na área central de Campos

Comércio sofre com a queda nas vendas e pedestres convivem com pedintes


04 de Julho de 2019 | 15h40

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Foi se o tempo que andar pela área central de Campos era considerado um programa típico dos campistas. Fazer compras, ir ao shopping, ir ao Mercado Municipal e resolver problemas do dia a dia no Calçadão Boulevard Francisco de Paula Carneiro eram atividades normais no cotidiano dos munícipes.

Mas, nos últimos anos, a tranquilidade das ruas do Centro e as vitrines fartas de opções no comércio deram lugar a uma sensação de medo e um vazio ao redor. São dezenas de lojas fechadas, centenas de pessoas em situação de rua pedindo dinheiro e espaços públicos com intervenções para obras que nunca terminam.

Um dos pontos mais críticos é o entorno da Praça São Salvador. São dezenas de pessoas em situação de rua que estabeleceram seus espaços com barracas improvisadas, colchonetes no chão e em muitos casos existe até o uso de drogas em plena luz do dia.

Já perto do Mercado Municipal o grande problema é a desordem e a intervenção do local para obras. A nova estrutura do Shopping Popular Michel Haddad teve a obra iniciada em 2014, e, atualmente com 60% concluída, parece longe de ficar pronta e ser entregue a população. Ao redor, o que se vê são ambulantes que espalham suas mercadorias em mesas e caixotes nas calçadas e nas ruas. Além disso, o estacionamento de motos onde deveria ser o espaço para o trânsito de pedestres também cria um caos.

O mesmo problema se estende ao outro lado do mercado. Um espaço que seria provisório para os permissionários do Shopping Popular é usado como abrigo para moradores de rua. Pessoas que passam pelo local, principalmente a noite, relatam o medo de serem assaltadas.

Enquanto isso a prefeitura não apresenta um projeto concreto para solucionar essas questões. Em relação ao comércio, até o Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) cobrou uma resposta do prefeito Rafael Diniz nesta semana em relação aos moradores de rua. Muitas pessoas têm medo de sair para fazer comprar no Centro e serem importunadas por pedintes, além de correrem o risco de assalto. Em contra partida buscam outras opções, como as lojas da Avenida Pelinca e um shopping mais afastado do Centro.

Já as obras do Shopping Popular Michel Haddad seguem em ritmo lento. Aproximadamente cinco pessoas estavam no local nesta quinta-feira (04) executando pequenos serviços. A construção sofreu uma série de atrasos desde o início e tem o valor de R$ 9.985.938,34.

 

 

 


12 COMENTÁRIOS


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Leandro

06/07/2019 | 07h32
Muitos culpam Prefeito, isso já existe a quase 10 anos e ninguém falou nada, não sou eleitor do governo atual e muito menos do antecessor, sempre teve, lembro quando a postura começou a coibir os vendedores de rua a TV e os rádios da cidade caíram em cima. O certo seria mandar esse povo de fora que vive nas ruas para seus respectivos municípios de origem, e acabar com esse depósito de moradores de rua que existe na cidade que são o espaço que seria para o mercado municipal, onde hoje tem a obra inacabada do camelódromo. Esse foi o legado do governo passado que deixou para a população.

Thiago

05/07/2019 | 21h36
Se o poder público tomar uma providência não vai faltar os "especialistas" pra condenar. O que acontece na nossa cidade é o descaso e a roubalheira desde 1989 quando começou o rodízio de pilantras.

Samuel

05/07/2019 | 19h52
Houve tempos que o r"oyalties" do petróleo chegou a 1,3 bilhões / ano ,para onde foi esse dinheiro, certamente a calamidade que se impera hoje,foi dos governantes ( prefeitos),que hoje estão entrosados com a justiça!

Marlene

05/07/2019 | 15h06
Excelente Materia Quero completar com as vendas dentro dos ônibus e um horror. Além de ter que andar com os ônibus iguarda sardinha na lata tem o incomodo dos vendedores.

Marta

04/07/2019 | 23h23
Não podemos culpar os usuários de rua pelo caos! Muitos destes são profissionais que vieram para Campos na explosão de trabalho o que também na época auxiliou o comércio! Hoje o que vemos é falta e oportunidade e organização por parte da sociedade e governo e em questão de uso de drogas muitos que usam nas ruas são pessoas que têm residência a e escolhem usar na rua. Cadê a segurança? Cadê o planejamento e cadê os programas que dão assistência a esses?! Só a casa de apoio e albergues não dão conta!

Mário De Souza

04/07/2019 | 22h39
Morei em campos até 95 era tranquilo ..não havia pedintes e tão pouco violência nas ruas. Era tranquilo .eu morava na na barão de Amazonas e era tranquilo. Fico triste de saber que Campos está nesta situação lastimável...que pena.

Ivaldo Bertanha

04/07/2019 | 22h03
Até que enfim alguma matéria sobre o assunto.

Joelcio

04/07/2019 | 19h42
São Vas em cima de calcadas, a Ceasa está na calçada em frente ao jardim Alberto Sampaio, são quiosques com alimentações sem fiscalização é a maior bagunça ao lado do mercado

Regina

04/07/2019 | 19h30
O senhor prefeito,o que o senhor está fazendo com minha cidade?maisso um município despedaçado e entregue aos lobos?

Fatima Coitinho

04/07/2019 | 18h14
Boa noite

José De Arimatéa N. Salvador

04/07/2019 | 17h47
Me parece que apesar da boa vontade, o prefeito não tem habilidade para trabalhar com prioridades e certamente, por ter dentre seus assessores, pessoas amigas e/ou indicação política, mas sem conhecimento técnico, acaba fazendo (mesmo que involuntariamente), com que o centro da cidade, se torne uma mini Cracolândia. Creio que ele (o prefeito), esteja torcendo para que seu mandato acabe logo, para que repense seu futuro. Deixo claro que não sou partidário, e que inclusive, torço para que a "família", que "mandava" na cidade, nunca mais voltei ao poder...

Cristina

04/07/2019 | 17h31
Meu Deus cadê ,o governo do RJ. ,