Das arquibancadas para o campo: Torcedor do Roxinho, goleiro Elvis fala da identificação com o clube que aprendeu a gostar

Elvis fez as categorias de base no Americano, clube pelo qual se profissionalizou em 2011. Teve duas passagens pelo Goytacaz, em 2013 e 2016; e atuou ainda no Santa Cruz-RS


20 de Maio de 2019 | 09h38

O goleiro do Campos, Elvis, de 28 anos, tem uma trajetória de luta no futebol. O jogador chegou a abandonar o esporte para trabalhar em 2014 e 2015. Foi nesta época que passou a frequentar o estádio Ângelo de Carvalho para assistir aos jogos do Roxinho na Série C 2015, no renascimento do clube. Ele se identificou com o time do Parque Leopoldina, o qual defende desde 2017.

Nascido e criado no bairro de Nova Brasília, Elvis foi morar no Parque Esplanada quando casou em 2017. Os dois bairros fazem parte da grande região que envolve o Parque Leopoldina, sede do Campos; e outros bairros como Pecuária, Corrientes e Julião Nogueira.

- Entrei de férias do serviço e acompanhei alguns jogos em 2015 e 2016. Estava ali me imaginando jogando ali um dia. Comecei a gostar do clube. Deus me deu a oportunidade de fazer parte do grupo. Antes na torcida do lado de fora e hoje dentro de campo. Sempre tive um carinho por jogar no time do meu bairro. A emoção é outra, a família e os amigos na arquibancada torcendo. Eu me considero um torcedor do clube. Já pedi a Deus lá atrás a oportunidade de jogar no Roxinho. Praticamente passei a infância no "campo do Campo". Joguei em alguns projetos no "campo do Campo", na época de Paulo Roberto e Zica. E a minha caminhada de volta ao futebol aconteceu no clube, o qual comecei a gostar", conta o goleiro.

Em 2017, Elvis recebeu o convite para jogar no Campos. Na época, a mãe do jogador, Maria Lúcia, era viva e incentivava muito o filho. "Minha mãe ficou muito feliz. Mas ela faleceu precocemente aos 52 anos logo na pré-temporada, no dia 18 junho, vai fazer dois anos. Luto por mim e por ela. Alguém que tenho de agradecer muito nesta terra é ela, tudo que ela fez por mim me motiva. Minha mãe sempre acreditou em mim. Ela dizia: 'Sua hora vai chegar, você é um garoto bom. Deus vai te honrar'", lembra Elvis, que agradece também a força do pai Irajaldo.

Após os percalços da vida – Elvis já trabalhou em fábrica de cadeiras e escritório de contabilidade, já foi ajudante de pedreiro, ajudante de eletricista, camelô, entregador de jornal e vendedor de perfumes; o goleiro, que foi titular e goleiro menos vazado do time do Campos Campeão da Copa FERJ/LCD Sub-23 em 2017, agora luta pela vaga no time titular profissional, afinal em 2017 e 2018 ele foi reserva no Roxinho, tendo atuado em poucas partidas.

- Minha vontade é muito grande de ser titular. Está nas mãos de Deus. Minha parte eu estou procurando fazer, que é dar o meu melhor nos treinamentos. Peço que Deus me dê uma oportunidade de poder conquistar um título com o Roxinho, eu sendo titular. Em 2017 e 2018 conseguimos acessos sofridos. Que este ano de 2019 eu possa contribuir jogando, fazendo o que eu gosto e sei fazer. Espero que 2019 seja mais um ano de conquistas. Espero que este ano seja um ano muito proveitoso. Queremos conquistar essa vaga na Seletiva, que já foi conquistada uma vez e que eu possa ajudar nisto – afirmou Elvis.

Uma coincidência é que o preparador de goleiros do Campos é o ex-goleiro Macula, com quem Elvis jogou em 2012 no Rio Branco, de Campos. Elvis era o reserva exatamente de Macula, mas chegou a jogar como titular em alguns jogos pelo Rio Branco na Série B, no último ano do Róseo-Negro disputando competições profissionais. Agora os dois trabalham juntos novamente.

Elvis fez as categorias de base no Americano, clube pelo qual se profissionalizou em 2011. Teve duas passagens pelo Goytacaz, em 2013 e 2016; e atuou ainda no Santa Cruz-RS, pelo qual pegou pênalti na estreia e foi campeão da Taça Cigha 2017. Também agarrou no Cardoso Moreira, onde foi o goleiro menos vazado da Supercopa Noroeste 2018.

 

Fonte: Ascom


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