Bate-boca marca início dos depoimentos de defesa no processo de impeachment de Crivella

No início da tarde, a sessão foi suspensa pela terceira vez porque nenhuma testemunha de defesa apareceu. A comissão se reuniu para decidir o que fazer a partir de agora


13 de Maio de 2019 | 12h36

O clima eleitoral e debates atrasaram o início dos depoimentos das testemunhas de defesa do prefeito Marcelo Crivella no processo de impeachment, nesta segunda-feira. Após o início confuso, a sessão na Câmara dos Vereadores foi suspensa por três vezes.

Primeiro: uma questão de ordem

Antes de a comissão começar os trabalhos, o vereador Átila Nunes Filho (MDB) levantou uma questão de ordem pedindo para que os parlamentares sejam autorizados a realizarem sustentações orais durante os depoimentos. Por determinação da comissão, só seriam aceitas perguntas por escrito, enviadas com antecedência. A sessão precisou ser suspensa para que esse rito fosse decidido.

Segundo: mudança para o plenário

Em seguida, foi decidido que a sessão seria transferida para o plenário, o que levou a uma nova interrupção.

Diferente da última oitiva, na sexta-feira passada, dessa vez mais vereadores estão presentes, e coube a Átila Nunes Filho revelar que os vereadores querem se pronunciar durante os depoimentos. Houve bate-bocas acalorados, e o presidente da comissão, Willian Coelho (MDB) teve que ser enérgico mais de uma vez. A intenção de evitar interrupções foi por temor de que a sessão se transformasse em palanque político.

- Foi despachado no Diário Oficial o aviso de que só aceitaríamos perguntas por escrito. Apenas o vereador Fernando William o fez - explicou Coelho, que também destacou a redução da politização do processo como forma de evitar pedidos de nulidade.

Já Nunes Filho rebateu:

- Os questionamentos surgem conforme as respostas são dadas, então não faz sentido enviarmos as perguntas antes. E pedido de nulidade também pode surgir por termos nossas vozes cerceadas.

Outro momento que gerou desconforto entre os parlamentares foi quando Paulo Messina (PROS) foi acusado de supostamente ter retirado perguntas escritas na última sexta. O denunciante Fernando Lyra precisou enviar suas questões por escrito.

- Não vou admitir esse ataque. Foi de comum acordo que tiraríamos as perguntas subjetivas, de cunho pessoal - disse Messina.

Já o advogado de Crivella, Alberto Sampaio, aproveitou na sua questão de ordem para defender o não pronunciamento oral dos vereadores, e pedir que o processo seja remetido ao Tribunal de Justiça.

Terceiro: testemunhas não aparecem

No início da tarde, a sessão foi suspensa pela terceira vez porque nenhuma testemunha de defesa apareceu. A comissão se reuniu para decidir o que fazer a partir de agora.

A primeira testemunha a ser ouvida seria Cristiana Telles, subprocuradora geral, pela parte ainda da acusação. Como ela faltou na sextafeira da semana passada, foi novamente convocada, mas alegou uma viagem previamente marcada e não está presente.

 

Fonte Extra/Globo


2 COMENTÁRIOS


* Publicação sujeita a moderação;
** Evite a utilização de termos grosseiros e xingamentos através de palavras de baixo calão;
*** Comentários com conteúdo ofensivo e propagandas serão devidamente ignorados.


Alcione

15/05/2019 | 09h57
É....Deus age de formas estranhas Vai se meter com um pastor sem motivo... É maldicao certa... Deus nao dorme kkk

All

13/05/2019 | 14h03
Acho w importa sao os documentos do roubo e superavit