Prefeitura parcela dívidas antigas de FGTS e fica adimplente com a Caixa

A negociação beneficiará cerca de 10 mil trabalhadores


13 de Abril de 2019 | 10h48

A prefeitura de Campos deu mais um grande passo para reordenação das contas do município. A dívida de R$ 105 milhões em Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), deixada pelas gestões passadas, foi parcelada junto à Caixa Econômica Federal, nesta sexta-feira (12). A negociação beneficiará aproximadamente 10 mil trabalhadores, deixará o município adimplente com o banco e aproximará Campos da regularidade com o Governo Federal.

— Mais uma vez, arcamos com dívidas deixadas por gestões passadas. Esta negociação deixa o município mais próximo da reordenação das contas e isso é essencial para o desenvolvimento financeiro de Campos. Esta conquista beneficia não só nossa gestão, mas também as próximas porque encontrarão a cidade adimplente com a Caixa Econômica. O parcelamento do FGTS beneficia também quem mais precisa, o trabalhador — disse o prefeito Rafael Diniz.

A prefeitura de Campos herdou, da gestão passada, uma dívida que totaliza R$ 2,4 bilhões, que inclui o valor de R$ 1,3 bilhão da “Venda do Futuro” e ainda R$ 180 milhões da PreviCampos. Até 2018, foram pagos pela atual gestão mais de R$ 250 milhões em dívidas do passado — tudo isso com um orçamento R$ 1 bilhão menor do que no passado —. Sanar as dívidas deixadas é essencial para a conquista de maior desenvolvimento econômico, criando independência em relação aos royalties do petróleo, que sofreram grande redução de repasse.

— Este é um importante contrato que o prefeito Rafael Diniz assina com a Caixa Econômica. Hoje, a prefeitura de Campos não está apta a receber diversas verbas do Governo Federal devido às dívidas deixadas pelas gestões passadas. É uma triste herança deixada para a atual gestão, mas que tem sido encarada com maturidade — disse o subsecretário adjunto de Finanças, João Felipe.

A atual gestão arca, além das diversas dívidas, com obras inacabadas e sem verba para finalização. É o caso do Parque Saraiva, que teve seu asfalto retirado em 60% das ruas, antes mesmo da construção do canal de drenagem, na gestão anterior. A obra foi interrompida, o espaço ficou desestruturado e débitos foram deixados com a empresa contratada. O valor que a prefeitura arcará em dívidas com a Caixa Econômica Federal, através de negociação, seria suficiente para realizar toda a reurbanização do Parque Saraiva não apenas uma, mas duas vezes.


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