Meio Ambiente apura mortes de peixes em Gargaú

Algumas espécies apareceram mortas nas margens do canal interno da localidade, principalmente bagres


14 de Março de 2019 | 16h46

A Secretaria de Meio Ambiente e Defesa Civil de São Francisco de Itabapoana (SFI) realizou diligência técnica em Gargaú para levantamento primário “in situ” (em seu lugar natural) com o objetivo de coletar amostras, tanto de água quanto de peixes. Na manhã desta quarta-feira (13), algumas espécies apareceram mortas nas margens do canal interno da localidade, principalmente bagres.

As causas serão estudadas com análise de água coletada e enviada ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para exame físico/químico, além da avaliação de porções das espécies pelo biólogo marinho da secretaria, a fim de identificar se houve concentração de algum potencial nos órgãos internos dos peixes e guelras.

“A secretaria trabalha nas hipóteses de alta concentração no fundo lodoso e, com isso, emissão de metano e sulfídrico, baixando significativamente a qualidade e oxigênio da água com revolvimento do estrato e exposições, além de DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio), razão pela qual os peixes não pulmonares sentem primeiro e vem a óbito, e ainda possível transbordo inadequado de hidrocarbonetos. Somente após as análises realizadas poderemos apontar as causas do surgimento e motivação para mortandade de peixes”, explicou o secretário da pasta, Ilzomar Soares, acrescentando:

“Estamos sempre alertando e fazendo campanhas para destinação de resíduos de peixes, restos de carcaças, cascas de camarão e águas residuárias, assim como óleo diesel e hidrocarbonetos em geral para que não seja ameaçado o sistema hídrico, tanto na fauna ou na flora”, finalizou.

 

Ascom SFI


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