Artesanato de Campos representa o Brasil em feira na Arábia Saudita

A Prefeitura de Campos, através da Codemca, apoia junto com outras empresas e instituições o Projeto bagaço da cana, desenvolvido pela Associação de Mulheres Empreendedoras.


13 de Março de 2019 | 12h42

Artesanato característico de Campos fabricado com o bagaço da cana-de-açúcar ganhou o mundo. Os produtos estão expostos em uma feira na Arábia Saudita até o dia 20 deste mês.  Fundada há 10 anos, a Associação de Mulheres Empreendedoras (AME) foi o único projeto escolhido como representante do Brasil. Este convite também é inédito. 

A Prefeitura de Campos através da Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca) apoia junto com outras empresas e instituições o Projeto bagaço da cana. A AME foi criada em 2008, por meio de um evento de empreendedorismo criado pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).  Desde então, o grupo recicla o bagaço da cana e atualmente é acompanhado pela Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares (ITEP/UENF). As associadas fazem todo o processo, desde o recolhimento do bagaço na usina até a confecção das peças. 

— O convite surgiu em janeiro deste ano e ficamos muito felizes com este reconhecimento. Somos a única associação, únicas artesãs brasileiras, que terão peças expostas em uma feira mundial. Mais do que isso, peças estas produzidas com um material genuinamente local, que é o bagaço da cana-de-açúcar.  O apoio da prefeitura por meio da Codemca e o Sebrae despertam em nós o desejo de criar cada vez mais e mais de forma sustentável — disse a artesã Ivanete Fernandes.

O projeto possui mais de 200 modelos de peças artesanais. Para a exposição na Arábia Saudita foram enviadas algumas dezenas, porém, principalmente, as que estão relacionadas à cultura de Campos. 

— Estão expostas na Arábia Saudita, peças como a Sinhá, a Mana Chica, o Boi Pintadinho e etc.  O projeto da AME foi escolhido como representante do Brasil no segmento de artesanato para esta feira mundial. Para o governo Rafael Diniz isso é motivo de orgulho e nos motiva a apoiar projetos que possam fomentar outras cadeias produtivas criando caminhos para que o município diminua sua dependência para além dos royalties — afirmou o vice-presidente da Codemca, Marcel Cardoso. 

Outros projetos — A AME está desenvolvendo um projeto de extensão pela Proex. O trabalho consiste na construção de telhado verde, placas de revestimento acústico e tampos de mesa. Dessa maneira, de acordo com Ivanete, a associação terá duas vertentes: continuar seguindo com o artesanato, principalmente, o resgate local e familiar; e o industrianato ingressando na construção civil.

 

Fonte: Supcom


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