MPF pede condenação de ex-assessor de Temer no caso da mala com R$ 500 mil

Procuradores alegam que está "demonstrado" que Rodrigo Rocha Loures "recebeu vantagem" indevida em nome do ex-presidente da República


11 de Janeiro de 2019 | 18h22

A Procuradoria da República em Brasília pediu à Justiça Federal a condenação do ex-deputado e ex-assessor do Palácio do Planalto Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR) no processo da mala com R$ 500 mil que ele recebeu do grupo J&F supostamente como pagamento de propina.

Em 2017, Rocha Loures foi flagrado pela Polícia Federal (PF), em uma ação controlada, saindo de uma pizzaria de São Paulo carregando o dinheiro em uma mala e entrando em um táxi.

No pedido de condenação, que marca a fase final do processo, o Ministério Público diz que o dinheiro era "vantagem indevida" ao ex-presidente Michel Temer. O emedebista nega a acusação. À PF, ele afirmou que "nunca" pediu ou autorizou Rocha Loures a receber em seu nome recursos de campanha "ou de qualquer outra origem".

A defesa de Rocha Loures pediu à Justiça Federal de Brasília, em abril do ano passado, que o ex-deputado fosse absolvido da acusação de corrupção passiva. No pedido, os advogados argumentaram que ele não sabia que havia dinheiro na mala.

Por conta deste episódio da mala, Temer foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo, em 2017, por corrupção passiva. No entanto, a maioria dos deputados da Câmara rejeitou o prosseguimento da denúncia e o caso acabou engavetado até que ele concluísse o mandato presidencial.

Com a saída de Temer da Presidência e consequente perda do foro privilegiado, a denúncia contra o emedebista deve ser enviada para a primeira instância da Justiça Federal.

 

Fonte: G1


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