Há quase dois meses preso, Yuri sonha alto e diz que poderia ter evitado prisão

Quase dois meses após a prisão, Yuri ainda não sabe quando será solto


12 de Dezembro de 2018 | 14h40

No dia 16 de outubro, a torcida do Campos acordou com uma triste notícia na reta final da Série B2. O atacante Yuri, de 23 anos, havia sido preso por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. O atleta foi detido em casa em meio a uma ação conjunta entre Polícia Civíl, Polícia Militar, Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado. Ele é suspeito de integrar uma associação criminosa que agia no Parque Eldorado, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, local onde morava.
Um dos principais jogadores do Roxinho na temporada, Yuri marcou sete gols em 22 partidas. O desfalque foi sentido pelos companheiros, mas o clube superou o trauma, conquistando o acesso com direito a diversos jogadores dedicando o retorno à segunda divisão ao atacante.
Quase dois meses após a prisão, Yuri ainda não sabe quando será solto. A cadeia, entretanto, não faz o jogador desistir dos seus sonhos. O FutRio.net teve acesso ao atleta que vinha vivendo o melhor momento da vida profissional, segundo as próprias palavras. Agora, se vê em meio ao maior drama já encarado em sua trajetória. Confira a entrevista:

FutRio: Você vivia uma grande fase quando foi preso. O que ocasionou sua prisã? As acusações contra você procedem?

Yuri: Não, e não me sinto culpado pelo ocorrido. Fiquei nessa situação por falar com amigos de infância. Não me vejo como errado, mas poderia evitar.

FutRio: Mesmo com essa situação, você foi eleito um dos melhores atacantes da Série B2 do Campeonato Carioca. Como recebeu essa notícia?

Yuri: Estou muito feliz por ter sido um dos melhores atacantes da Série B2, felicidade única. Já busco esse reconhecimento há anos e em 2018 alcancei esse objetivo. Cheguei ao topo que Deus prometeu e a palavra dele se cumpriu. Sou grato a todo o elenco, sempre me apoiaram.

FutRio: A Série B2 ficou por muito tempo paralisada. Você tinha informação do que estava acontecendo? Como foi pra você acompanhar tudo da prisão sem poder entrar em campo?

Yuri: Eu tinha informação da situação que estava o campeonato. Nos momentos difíceis estávamos juntos. Fiquei com o coração apertado por não poder ter ajudado dentro de campo, mas graças a Deus tudo deu certo.

FutRio: Muitos jogadores dedicaram o acesso a você e o Leandro chegou a chorar numa entrevista. Como era a amizade com o grupo?

Yuri: O Leandro sempre foi um paizão para mim. Sempre me deu conselhos. Uma pessoa fantástica. Mas não só ele. O Bruninho, Gean, o Ralph, Vinicinho, Índio, Gláucio, Jairo, DG... Todos estão me dando forças para superar essa dificuldade. O Branco sempre me deu forças, elogios e foi uma grande pessoa dentro do grupo. Me deu total confiança para jogar. Agradeço também à torcida, pois desde que aconteceu esta situação, sempre gritou o meu nome nos jogos.

FutRio: Tem recebido a visita dos seus companheiros?

Yuri: É difícil manter contato com a maioria pela minha situação, mas estão sempre em contato com a minha família e perguntam como eu estou. Atitude bacana de todos.

FutRio: Apesar de você estar preso, com certeza os seus sonhos não acabaram. Qual é o maior objetivo que você quer alcançar na carreira?

Yuri: Meu maior sonho é realizar minhas metas pessoais e ajudar minha família com o meu trabalho que eu amo fazer, que é jogar futebol. Quem me conhece desde garoto sabe que esse é meu maior sonho, ser bem sucedido na minha profissão, para dar o melhor pra minha mãe, minha filha e toda minha família.

FutRio: O que planeja para quando deixar a prisão?

Yuri: Quero sair da prisão e correr atrás do meu futuro e mostrar o meu caráter. Muitos me conhecem e sabem como eu sou. Aconteceu e poderia ter acontecido com qualquer um. Fico muito triste, pois eu estava vivendo o melhor momento da minha carreira. Está nas mãos de Deus. Ele sabe de todas as coisas. 

 

Fonte: FutRio


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