Tem que esclarecer fatos, diz Moro sobre ex-assessor de Flávio Bolsonaro

O ministro disse que pretende reforçar o corpo funcional do Conselho


10 de Dezembro de 2018 | 16h08

O futuro ministro da Justiça, o ex-juiz Sergio Moro, afirmou que os fatos precisam ser "esclarecidos" ao comentar o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que listou "movimentações atípicas" realizadas por um ex-motorista de Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito Jair Bolsonaro. Fabrício José Carlos de Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e o mesmo mês de 2017. De acordo com o documento, anexado às investigações da Operação Furna da Onça, Queiroz recebeu depósitos em espécie e por meio de transferências de oito funcionários que já foram ou estão lotados no gabinete do parlamentar.

Moro afirmou que como futuro ministro da Justiça seria "inapropriado" comentar casos concretos, mas ressaltou a necessidade de esclarecimentos sob o caso, enfatizando que Bolsonaro já se manifestou sobre o tema ao falar que o cheque depositado por Queiroz para a futura primeira-dama, Michelle, seria o pagamento de um empréstimo. 

— Fui nomeado para ser ministro da Justiça, não cabe a mim dar explicações sobre isso. Acho que o que existia de ministro da Justiça opinando sobre casos concretos é inapropriado. Então, esses fatos têm que ser esclarecidos. O presidente já apresentou alguns esclarecimentos, tem outras pessoas que precisam prestar seus esclarecimentos. E os fatos, se não forem esclarecidos, tem que ser apurados — disse Moro. — O ministro da Justiça não é uma pessoa que deve ficar interferindo em casos concretos. E eu nem sou ainda ministro da Justiça. Até vi que tem pessoas cobrando uma posição, mas são as pessoas que tem que prestar esclarecimentos, o presidente já prestou os deles, ou, se não, os fatos que tem de ser apurados — complementou.

Moro reiterou que sua intenção ao trazer o Coaf da área econômica para a pasta da Justiça é fortalecer o órgão e fazer com que ele trabalhe de forma integrada a outros órgãos de controle e investigação. O ministro disse que pretende reforçar o corpo funcional do Conselho.

— Embora ele esteja em boas mãos, ele sofreu uma certa desidratação, por falta até de recursos humanos, de pessoal. Na nossa perspectiva, ele vindo ao Ministério da Justiça, haverá a possibilidade de reforçar o corpo funcional, com o que se espera que haja maior eficiência. Além disso, há a intenção de deixá-lo trabalhando mais próximo dessas operações de investigações, para que possa prestar auxílio mais próximo — afirmou o futuro ministro.

 

Fonte: Extra/Globo


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