MP denuncia jovem que ficou com jogador Daniel em festa por fraudar provas do crime

Amiga de Allana Brittes, filha do assassino confesso do jogador, Evellyn disse que foi a amiga que a apresentou para Daniel


28 de Novembro de 2018 | 14h17

Evellyn Perusso, de 19 anos, foi denunciada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) no caso da morte do jogador de futebol Daniel Corrêa. O nome dela não havia sido apontado na lista de pessoas indiciadas após o fim do inquérito policial. Contudo, o promotor do caso, João Milton Salles, decidiu incluí-la na denúncia. Evellyn responderá por denúncia caluniosa, fraude processual e corrupção de menor.

Segundo o promotor, durante os depoimento que prestou sobre o caso, a jovem indicou Eduardo Purkote como uma das pessoas que teria agredido Daniel na casa da família Brittes e que teria entregado a Edison Brittes a faca que ele usou para matar o jogador. Purkote chegou a ser preso temporariamente, mas foi liberado após a investigação concluir que ele não teve participação em nenhuma etapa do crime.

— Ela dolosamente atribuiu conduta criminosa a esse rapaz. O que eu tenho é um fato concreto, restará saber agora o que teria motivado essa atitude — disse o promotor.

A promotoria aponta também que Evellyn seria uma das pessoas que ajudou a limpar o sangue do jogador e outros vestígios do crime que estivessem pela casa, o que é considerado fraude processual. Ela será denunciada por corrupção de menores, pois uma das pessoas que estavam na casa era menor de idade e teria sido coagida a também limpar as provas do crime.

O advogado de defesa, Luis Roberto Zagonel, disse que recebeu com "extrema surpresa" a denúncia contra Evellyn. Para o criminalista, a cliente foi coagida por Edison Brittes a limpar as provas do crime na residência da família e prestou um depoimento coerente com tudo que teria visto na casa.

— Evellyn ajudou de forma preponderante nas investigações. É importante salientar que não foi ela quem trouxe a figura de Eduardo Purkote para o crime. Ela foi a terceira pessoa a falar sobre a participação dele no crime, depois de Edison Brittes e ainda outra testemunha. Purkote é inclusive um dos que aparece na reunião com a família Brittes em um shopping logo após a morte do jogador.

Em relação ao crime de corrupção de menor, Zagonel aponta que, assim como Evellyn, a menor que estava na casa foi obrigada por Edison Brittes a limpar vestígios do sangue do jogador pela casa.

— Vamos aguardar ela ser citada para a presentar defesa própria e vamos apresentar todas as provas que apontam a inocência dela — afirmou o advogado.

Amiga de Allana Brittes, filha do assassino confesso do jogador, Evellyn disse que foi a amiga que a apresentou para Daniel. Os dois teriam se beijado durante a festa de aniversário de Allana em uma boate de Curitiba, antes do grupo continuar a comemoração em São José dos Pinhais.

Daniel Corrêa, de 24 anos, foi encontrado morto numa área rural do Paraná no fim de outubro. Daniel passou por grandes clubes do futebol brasileiro, como o Coritiba, Botafogo e Ponte Preta. O meia tinha contrato até dezembro com o São Paulo, que havia emprestado o jogador ao São Bento.

 

Fonte: Extra/Globo


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