Seletiva parelha e sem favoritos: a visão de Luis Henrique, do Americano

Embora nenhuma das duas edições anteriores da Seletiva tenha sido decidida com grande antecedência


23 de Novembro de 2018 | 16h02

A experiência e a bagagem de Luis Henrique tornam o goleiro do Americano o jogador mais rodado da Seletiva do Campeonato Carioca, que começará dentro de pouco menos de um mês. Aos 39 anos de idade (completados no último dia 6), o arqueiro recentemente campeão da Copa Rio voltará a estar em campo em um Estadual, tornando a disputar inclusive a Seletiva, da qual participou há quase dois anos. Lutar por duas vagas na fase principal com America, Goytacaz, Resende, Nova Iguaçu e Macaé faz com que a expectativa seja de equilíbrio e o jogador alvinegro pensa da mesma maneira.

Embora nenhuma das duas edições anteriores da Seletiva tenha sido decidida com grande antecedência, com a última rodada servindo para definir pelo menos o último classificado, Luis acredita que as duas últimas edições não foram niveladas "por cima", o que ele já não espera para 2019: a expectativa é de que a competição preliminar tenha seis boas equipes, o que a tornaria imprevisível.

– Naquela Seletiva (a de 2017), todo mundo sabia que os favoritos eram Portuguesa e Nova Iguaçu. A de 2018 não tinha nenhum favorito porque estava muito nivelada por baixo, mas a deste ano está muito igual por cima, esse é o comentário geral. A qualificação e preparação das seis equipes está sendo muito grande, com certeza não tem como apontar um favorito. Quem estiver com mais vontade é que vai conseguir – afirmou Luis Henrique, em entrevista à Rádio Absoluta, de Campos.

Depois de cinco temporadas na Segundona, o Americano finalmente volta à primeira divisão, embora em uma etapa preliminar. Luis Henrique acredita que o acesso veio após muita desconfiança e reconhece que não ser apontado como favorito tem suas vantagens, como a de contradizer e surpreender quem não acredita no clube campista:

– Dos seis times, joguei em quatro. Só não atuei pelo Resende e pelo Goytacaz. Então tenho amigos nos times, conheço as pessoas, procuro acompanhar. A gente era valorizado aqui em Campos, mas muitos adversários nunca exaltaram nosso trabalho, sempre tinha uma desculpa. Tomara que continue assim, sendo valorizado em Campos e sendo uma surpresa agradável para todo mundo lá fora.

Confira abaixo outros pontos da entrevista com Luis Henrique:

Estreia na Seletiva, contra o America
– É lógico que a gente não queria perder a final para o America, mas se pudéssemos escolher entre ganhar aquela final e o jogo de agora, é lógico que preferimos ganhar esse, o próximo. A gente sabia que o regulamento era assim, não era surpresa para ninguém. Já estamos pensando no America, será uma revanche, as duas equipes se conhecem. Depois tem o clássico, para fechar o ano. Acho que seria terminar o ano com chave de ouro e dar um presente à torcida, marcar esse ano histórico para o Americano.

Formação do elenco para 2019
– No ano passado, o clube pegou jogadores que chegaram aqui meio desacreditados, uns até meio esquecidos no futebol. Até falei a alguns desses jogadores que chegaram que a chance é muito grande de conseguirem alguma coisa. Não existe comparação entre melhor ou pior, só os jogos dirão isso. Tomara que aqueles que chegaram consigam ser ainda mais felizes do que os que foram embora. Posso ver nos treinamentos que eles têm qualidade, especialmente os que vieram na frente, onde perdemos muitos jogadores. Se conseguirem igualar o que estão fazendo nos treinos, vai ficar uma saudade gostosa de quem foi embora, mas quem vier vai fazer história.

Clássico com o Goytacaz
– Eles ganharam o Bruninho (Vianna, contratado junto ao Americano), ganharam a antecipação do jogo, mas no dia do jogo a gente vai tentar buscar os três pontos. É uma festa (o clássico), já joguei no Guarani (SP) e lá a gente falava: "o que seria da Ponte Preta sem o Guarani e o que seria do Guarani sem a Ponte?", então eu repito aqui. O que seria do Americano sem o Goytacaz e o que seria do Goytacaz sem o Americano? Um nasceu para o outro. Acho que essa rivalidade é gostosa, essa zoação de torcedor é muito sadia e espero que fique assim, que os torcedores se respeitem. Como nós vamos respeitar os jogadores. Não tem jeito: se a gente ganhar, a alegria vai ser imensa, vai todo mundo comemorar, vai ter aquela zoadinha normal e eu espero dar essa alegria para a torcida do Americano.

Trabalho com Braz, novo preparador de goleiros
– O Braz é um ídolo, jogou no Americano, tem história aqui e entende da posição. Tenho certeza de que vai ajudar muito, espero que possa manter um bom trabalho. Independente de quem jogar, se eu ou o Patrick, é importante manter esse crescimento do Americano para que ele chegue bem ao campeonato.



Fonte: FutRio

 

 


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