PreviCampos é alvo de Operação da Polícia Federal

Prefeitura se posicionou sobre a ação que acontece em vários estados


12 de Abril de 2018 | 12h39

A Polícia Federal, com o apoio da Secretaria de Previdência - SPREV, realizou nesta quinta (12/04) a Operação Encilhamento, segunda fase da Operação Papel Fantasma. O objetivo é apurar fraudes envolvendo a aplicação de recursos de Institutos de Previdência Municipais em fundos de investimento que contém, entre seus ativos, debêntures sem lastro, emitidas por empresas de fachada. Estima-se que as debêntures emitidas por empresas de fachada ultrapassam o valor de R$ 1,3 bilhão.

Policiais federais e auditores-fiscais da Receita Federal cumprem 60 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão temporária expedidos pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, nos estados de SP, RJ, MG, PR, MT, SC e GO.

A Previdência dos Servidores de Campos dos Goytacazes (PreviCampos) foi um dos alvos da ação. De acordo com a prefeitura do município, o objetivo foi “Investigar supostas irregularidades ocorridas na gestão passada – sobretudo no ano de 2016. A ação, determinada pelo juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, é um desdobramento da Operação Lava Jato. Todo o trabalho dos agentes foi acompanhado pelo presidente do PreviCampos, André Luiz Gomes de Oliveira. A Prefeitura de Campos se colocou à disposição para colaborar com as investigações que se fizerem necessárias."

Com o avanço das investigações, foram identificados 28 Institutos de Previdência Municipais. Estes investiram em fundos que, direta ou indiretamente, adquiriram papéis sem lastro. Foram identificados o envolvimento de uma empresa de consultoria contratada pelos Institutos de Previdência e elementos que apontam para corrupção de servidores ligados a alguns Institutos de Previdência.

Estão sendo investigados, até o momento, 13 fundos de investimento. No 2º semestre de 2016 foi constatada a existência de R$ 827 milhões em apenas oito destes fundos, dinheiro que, em última análise, destina-se ao pagamento das aposentadorias dos servidores municipais.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (artigos 4º, 5º, 6º e 7º, III, da Lei nº 7.492/86), fraude à licitação (artigo 90, da Lei nº 8.666/93), corrupção ativa e passiva (artigos 317 e 333, do Código Penal) e lavagem de dinheiro (artigo 1º, da Lei nº 9.613/98), com penas de 2 a 12 anos de prisão.

 

Fonte: Ascom PF / Redação


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